Obra para ciclovia na Conde de Bonfim começa neste domingo

Após morte de mãe e filho, obras começam e fazem parte de plano de mobilidade que prevê novas ciclofaixas e regras para bicicletas elétricas

A Prefeitura do Rio de Janeiro dará início, no próximo domingo (12), às obras de implantação de uma ciclovia na Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, Zona Norte da cidade. A via se tornou foco de atenção após um acidente no fim de março que resultou na morte de uma mulher e de seu filho de 9 anos.

A intervenção faz parte de um conjunto de ações voltadas à melhoria da segurança no trânsito, especialmente para ciclistas e usuários de bicicletas elétricas. A iniciativa foi anunciada dias após o acidente, que gerou repercussão e reacendeu o debate sobre a infraestrutura viária na região.

As obras também incluem a criação de outras duas ciclovias, que começam a ser implantadas simultaneamente em diferentes pontos da cidade: na Rua Muniz Barreto, em Botafogo, e na Avenida Augusto Severo, no trecho entre Glória e Cinelândia, no Centro.

O prazo estimado para a conclusão dos trabalhos é de até 90 dias, podendo ser ajustado em função das condições climáticas.

Acidente motivou mudanças

A decisão de iniciar as intervenções ocorre após o atropelamento que vitimou Emanoelle Martins Guedes de Farias, de 40 anos, e o filho, Francisco Farias Antunes, de 9. Eles estavam em uma bicicleta elétrica quando foram atingidos por um ônibus na Conde de Bonfim, no dia 30 de março.

O caso provocou comoção e trouxe à tona discussões sobre a convivência entre diferentes modais nas ruas, além da necessidade de maior clareza nas regras para circulação de bicicletas elétricas e veículos similares.

Uma semana após o acidente, a prefeitura publicou um decreto com novas diretrizes para o uso de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos. As normas estabelecem limites de velocidade, locais permitidos para circulação e exigências para condutores.

Plano prevê expansão da malha cicloviária

A construção das novas ciclovias integra um plano mais amplo de mobilidade urbana. O projeto prevê investimento de cerca de R$ 20 milhões e a criação de 50 quilômetros de novas rotas cicloviárias até 2028.

A proposta abrange diferentes regiões da cidade, incluindo Centro, Zona Sul, Zona Norte e Zona Oeste, com o objetivo de ampliar a malha existente e melhorar a integração entre bairros.

Entre os locais previstos para futuras intervenções estão vias de grande circulação, como a Rua Haddock Lobo e a Avenida Dom Hélder Câmara, na Zona Norte; a Rua Barão da Torre, em Ipanema; e a Avenida Chile, no Centro.

A expectativa da administração municipal é que a combinação entre novas estruturas e regulamentação mais clara contribua para reduzir acidentes e melhorar a segurança de quem utiliza meios de transporte alternativos, sobretudo em áreas com grande fluxo de veículos.

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