Chuvas que castigam Rio Grande do Sul desde semana passada mataram 5 pessoas e deixaram 28 mil fora de casa

As chuvas no Rio Grande do Sul já provocaram cinco mortes desde a última quarta-feira (15) e forçaram 28.327 pessoas a deixar suas casas: são 3.351 desabrigados (dependem de abrigos públicos) e 24.976 desalojados (podem ir para a casa de conhecidos). A vítima fatal mais recente é uma mulher de 67 anos. Segundo a Defesa…

As chuvas no Rio Grande do Sul já provocaram cinco mortes desde a última quarta-feira (15) e forçaram 28.327 pessoas a deixar suas casas: são 3.351 desabrigados (dependem de abrigos públicos) e 24.976 desalojados (podem ir para a casa de conhecidos).

A vítima fatal mais recente é uma mulher de 67 anos. Segundo a Defesa Civil, ela foi encontrada morta por familiares em uma casa alagada na cidade de Eldorado do Sul.

A quarta morte confirmada pelo governo ocorreu no domingo (19) em Giruá (a 470 km de Porto Alegre). Uma mulher foi atingida por uma microexplosão e morreu na hora. Outra morte foi registrada em Vila Flores (a 185 km de Porto Alegre) —um homem que teve o carro arrastado pela correnteza.

No sábado (18), o governo estadual havia confirmado duas mortes em Gramado (a 104 km de Porto Alegre). Segundo a prefeitura do município, Elisabeta Maria Benisch Ponath, 51, e Lidowina Lehnen, 86, morreram soterradas após o desabamento da casa onde viviam.

Na segunda (20), o governador Eduardo Leite (PSDB) sobrevoou cidades localizadas no Vale do Taquari, um dos locais mais afetados e já castigado pelas chuvas de setembro. Os desabrigados da região são atendidos em 35 abrigos de dez municípios (Arroio do Meio, Colinas, Cruzeiro do Sul, Encantado, Estrela, Lajeado, Muçum, Roca Sales, Santa Tereza e Taquari).

Em Santa Catarina, de acordo com a Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família, havia, no início da tarde desta terça, 4.524 pessoas desabrigadas por causa das chuvas. São 85 abrigos públicos funcionando em 38 cidades.

A cidade com o maior número de abrigos é Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí. São 21 abrigos que acolhem mais de 1.500 pessoas.

A pasta afirma que ainda não há um levantamento sobre o número de desalojados no estado, uma vez que as informações ainda estavam sendo enviadas pelos municípios.

Embora a chuva tenha perdido força entre segunda (20) e terça (21) no estado, a secretaria tem pedido cautela às famílias que querem voltar para suas casas.

De acordo com a Defesa Civil, um novo núcleo de chuva se aproxima da região e pode trazer até 150 milímetros de precipitação para o Alto Vale do Itajaí entre a quarta (22) e a quinta-feira (23).

O Paraná também registrou estragos causados pelas chuvas da última semana, em diferentes pontos do estado, mas de forma menos intensa na comparação com Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Entre quarta (15) e o início da tarde desta terça (21), a Defesa Civil paranaense calcula que 14.428 pessoas, em 11 cidades, foram afetadas por alguma ocorrência ligada às chuvas. No total, 447 casas foram danificadas. Mas não há pessoas desabrigadas nem desalojadas.

A pior situação foi registrada em Ponta Grossa (120 km de Curitiba), com 220 casas danificadas por conta do temporal de sábado (18).

Na segunda (20), os governadores de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e do Paraná, Ratinho Junior (PSD), criaram um grupo de trabalho para estudar formas de minimizar os efeitos das cheias do rio Iguaçu, que afetam os dois estados.

No mês de outubro, as chuvas intensas elevaram o nível do rio Iguaçu em diferentes pontos. Entre os municípios mais afetados estão União da Vitória, no Paraná, e Porto União, em Santa Catarina, que ficam lado a lado, na divisa dos estados. Cerca de 40% da área de União da Vitória ficou alagada.

O grupo de trabalho vai envolver técnicos de órgãos estaduais, como o IAT (Instituto Água e Terra) do Paraná e o IMA (Instituto do Meio Ambiente) de Santa Catarina.

Com informações da Folha de S.Paulo

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