O Chile rejeitou a proposta de nova Constituição que foi a votação neste domingo (4) com uma ampla margem. Com 48,01% das urnas apuradas até as 20h40 de Brasília (19h40 locais), a rejeição à Carta vencia por 62,55% a 37,45%, uma margem já considerada irreversível por especialistas. O presidente Gabriel Boric convocou uma reunião com todos os partidos nesta segunda-feira (5), às 16h (17h em Brasília).
A informação é da repórter Sylvia Colombo, da Folha de São Paulo.
Assim que os resultados começaram a mostrar a derrota do Aprovo, ouvia-se buzinaços e gritos de “Viva, Chile” nos arredores da Praça Dignidad, epicentro dos protestos e festejos no Chile. Carros passavam agitando bandeiras. No comitê de campanha do Rejeito, havia muitos jovens festejando no começo da noite.
A jornada foi marcada por grandes filas —uma vez que, neste referendo, o voto era obrigatório— e pelo calor intenso. Não houve episódios de violência nem irregularidades, segundo as autoridades eleitorais.
A rejeição é uma dura derrota do governo do esquerdista Boric, pouco antes de completar seis meses de mandato. Apesar de não ter apoiado abertamente a aprovação, a gestão se debilita pelo fato de a nova Constituição ter sido um dos motores de sua coalizão política e parte essencial de sua campanha à Presidência.






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