Censo 2022: Rio e mais 8 cidades da Região Metropolitana diminuíram em população

Nove das 22 cidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro perderam população nos últimos 12 anos, segundo dados do Censo 2022. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de o estado como um todo ter visto sua população crescer 0,40%, chegando a 16.054.524 habitantes no…

Nove das 22 cidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro perderam população nos últimos 12 anos, segundo dados do Censo 2022. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar de o estado como um todo ter visto sua população crescer 0,40%, chegando a 16.054.524 habitantes no último ano, 27 municípios apresentaram redução populacional.

Para o economista Mauro Osório, da UFRJ, o Rio de Janeiro vive “uma crise estrutural que vem desde a transferência da capital” para Brasília, nos anos 1960.

“O RJ é o que menos cresce o tempo todo. Para que alguém vai se mudar para uma região que menos cresce no Brasil? Essa crise se aprofunda em 2015 e reforça essa tendência”, explicou.

A cidade mais impactada, proporcionalmente, foi São Sebastião do Alto, na Região Serrana. O número de habitantes diminuiu 12% em 12 anos, passando de 8.895 habitantes para 7.750.

Entre as nove cidades da Região Metropolitana que diminuíram sua população, o maior destaque ficou com a capital fluminense.

Em 2010, data do último Censo do IBGE, o município do Rio contava com 6.320.446 moradores. Agora, a cidade passou a ter 6.211.423. Uma redução de 109.023 pessoas, ou 1,7%.

A capital sofreu com a maior queda populacional do estado em números absolutos. Já a cidade de São Gonçalo teve um índice proporcional maior.

Em 2010, o município contava com 999.728 habitantes. A população de São Gonçalo chegou a 896.744, em 2022. A redução foi de 10,3%, a maior variação negativa entre todas as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes.

Em números absolutos, a redução populacional de São Gonçalo foi de 102.984 pessoas.

“Sao Gonçalo é a mais precária do Sul e do Sudeste e precisa de prioridade nos investimentos. O problema não é só segurança, é falta de emprego, falta de infraestrutura, um problema sistêmico”, afirmou Mauro Osório.

A cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a terceira maior do estado, também registrou queda de sua população nos últimos 12 anos. O município passou de 855.048 moradores, para 808.152. Uma variação negativa de 5,5%.

As cidades de Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, São João de Meriti e Mesquita também registraram redução populacional.

Entre esses municípios, Nilópolis, na Baixada Fluminense, foi a que teve o maior indicador de redução populacional, com uma variação de 6,8%, em 12 anos.

Fora do Grande Rio, a cidade que mais perdeu moradores foi Petrópolis, na Região Serrana, com redução de 5,8% da população, passando de 295.917 para 278.881 pessoas no município.

Segundo o levantamento mais recente do IBGE, seis cidades do Rio de Janeiro ficaram entre os 20 municípios que mais reduziram sua população em todo o Brasil. São elas:

— São Gonçalo reduziu sua população em 10,3%

— Nilópolis reduziu sua população em 6,8%

— Petrópolis reduziu sua população em 5,8%

— Duque de Caxias reduziu sua população em 5,5%

— Barra Mansa reduziu sua população em 4,5%

— São João de Meriti reduziu sua população em 3,9%

Na contramão das maiores cidades do Rio de Janeiro está o município de Maricá, que aumentou sua população em 54,8%, nos últimos 12 anos.

O município que tinha 127.461 habitantes em 2010, passou a ter 197.300 moradores, segundo a última pesquisa do IBGE, em 2022. No período, o município cresceu sua população em 69.839 pessoas.

Marica foi a 9ª cidade brasileira que mais aumentou sua população, entre os municípios com mais de 100 mil habitantes.

O município de Rio das Ostras, na Região dos Lagos, também aparece entre essas cidades. Com um aumento de 48,1% de sua população em 12 anos, Rio das Ostras é a 12ª cidade que mais viu sua população crescer em todo o país.

O município passou de 105.676 habitantes, em 2010, para 156.491 moradores em 2022.

O Censo é uma pesquisa realizada pelo IBGE para fazer uma ampla coleta de dados sobre a população brasileira. Ela permite traçar um perfil socioeconômico do país, já que conta os habitantes do território nacional, identifica suas características e revela como vivem os brasileiros.

Todos os 5.568 municípios brasileiros, mais dois distritos (Fernando de Noronha e Distrito Federal), num total de 5.570 localidades, receberam visita de recenseadores. Segundo o IBGE, foram visitados 106,8 milhões de endereços em 8,5 milhões de quilômetros quadrados.

Foram respondidos 79.160.207 questionários, dos quais 88,9% com 26 quesitos e 11,1% com 77 quesitos. No total, 98,88% das entrevistas foram presenciais; o restante foi pela internet ou telefone.

Com informações do g1.

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