O conteúdo do celular do presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), está provocando pânico, preocupação e temor nos meios políticos do estado. A avaliação nos bastidores é de que as informações encontradas pela Polícia Federal podem desencadear novos desdobramentos judiciais e abalar o cenário político fluminense.
De acordo com a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, o material extraído do aparelho já resultou em um relatório entregue ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). O conteúdo é considerado explosivo e pode levar à abertura de novos inquéritos.
Perícia foi realizada
Rodrigo Bacellar foi preso em dezembro passado durante a Operação Unha e Carne, que investiga o suposto vazamento de informações sigilosas da polícia para o ex-deputado estadual TH Joias, apontado como ligado ao Comando Vermelho.
A perícia no celular foi realizada em janeiro. No momento da prisão, Bacellar se recusou a fornecer a senha do aparelho aos investigadores. Ainda assim, a Polícia Federal conseguiu acessar os dados, o que aumentou a apreensão nos bastidores políticos.
Há forte preocupação de que o presidente afastado da Alerj não tenha apagado conteúdos sensíveis antes da prisão, já que foi conduzido de forma inesperada à superintendência da PF. A possibilidade de conversas relevantes estarem armazenadas no aparelho é vista como um dos principais pontos de tensão no meio político do Rio.
Novo inquérito pode ser aberto
Além da análise focada no suposto vazamento de informações contra TH Joias — investigação deflagrada em setembro de 2025 — a Polícia Federal já trabalha com a hipótese de uma segunda fase da apuração.
Nessa etapa, outras mensagens e dados encontrados no celular de Bacellar, que não têm relação direta com o caso original, poderão ser examinados. Caso haja indícios de irregularidades, o material poderá embasar novos inquéritos no STF, ampliando o alcance das investigações.
Clima de tensão na Alerj
O impacto político é considerado inevitável, especialmente em ano eleitoral. O avanço das apurações pode atingir diferentes grupos políticos e provocar reconfigurações de alianças no estado. Antes de ser preso, Bacellar era o todo poderoso do Legislativo fluminense, com forte influência em vários setores do governo estadual e apontado como provável candidato à sucessão do governador Cláudio Castro (PL).
O fato de o relatório já estar nas mãos do ministro Alexandre de Moraes aumenta a expectativa por eventuais decisões judiciais que possam agravar ainda mais a crise.





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