Em meio à busca por soluções para reerguer a indústria naval fluminense, a deputada estadual Célia Jordão levou ao ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, uma proposta que pode mudar a rotina dos estaleiros: permitir que o setor de reparo naval funcione sem interrupções.
A medida, segundo ela, é essencial para garantir agilidade nos serviços emergenciais, atrair novos contratos e gerar empregos em um dos segmentos mais estratégicos da economia fluminense.
Diálogo com o governo federal
A reunião ocorreu na última quarta-feira (22), em Brasília, e contou também com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) e da Transpetro.
A proposta foi construída após conversas com estaleiros que apontaram a necessidade de operar de forma ininterrupta para atender reparos urgentes em embarcações e aumentar a competitividade frente a concorrentes estrangeiros.
Para a deputado, que é presidente da Comissão de Indústria Naval e Offshore da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a mudança traria benefícios econômicos imediatos.
“O reparo naval, principalmente o emergencial, não deveria sofrer interrupção em sua atividade. O estaleiro que trabalha com reparo é como um hospital, que tem urgência e emergência e, por isso, precisa estar sempre de portas abertas. Com essa possibilidade, vamos abrir novas oportunidades de trabalho, melhorar a arrecadação do Estado e movimentar ainda mais a economia do mar”, afirmou.
Apoio do ministro e próximos passos
Durante o encontro, o ministro Luiz Marinho demonstrou apoio à iniciativa e defendeu o diálogo permanente entre empresas e trabalhadores. “O que nós pudermos ajudar, vamos ajudar. Estamos à disposição. Precisamos resgatar o papel da negociação, o papel dos sindicatos de ambas as partes”, disse.
Célia também alertou para a falta de regulamentação clara sobre o funcionamento contínuo dos estaleiros, o que, segundo ela, pode gerar insegurança jurídica e travar investimentos.
A proposta, além de garantir estabilidade operacional, visa fortalecer a segurança e o desempenho de embarcações de passageiros, cargas e apoio offshore.






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