CCJ da Câmara aprova convite para ministro da Secom explicar disseminação de fake news. Oposição alega perseguição

Deputado do PL afirma que inquérito aberto pelo governo persegue ‘opositores que denunciaram falhas e abusos do governo federal’

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (14) um convite para que o ministro Paulo Pimenta esclareça o pedido de abertura de inquérito sobre a disseminação de fake news durante a tragédia climática no Rio Grande do Sul. O convite foi um requerimento do deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP).

Inicialmente, ele propôs a convocação do ministro da Secretaria de Comunicação do governo, mas após um acordo, a convocação foi transformada em convite. A mudança é uma praxe e, na prática, permite que o convidado aceite ou não. A data sugerida é 28 de maio.

No requerimento, Bilynskyj afirma que o inquérito persegue “opositores que denunciaram falhas e abusos do governo federal”. Segundo a oposição, o inquérito aberto pela Polícia Federal (PF) a pedido de Pimenta, e com aprovação do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, investiga apenas críticos do governo.

A convocação de Lewandowski também foi requerida, mas após acordo, foi tirada de pauta. Um grupo de deputados deverá ter uma reunião com o ministro amanhã (15), para tratar deste tema e também do projeto de lei das armas. Pelo acordo, eles poderão retomar o requerimento de convocação se entenderem que Lewandowski não respondeu os questionamentos.

Na semana passada, Paulo Pimenta solicitou ao Ministério da Justiça que determinasse a investigação de postagens de opositores. O pedido incluía postagens do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), do senador Cleitinho (Republicanos-MG) e de influenciadores como Pablo Marçal.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, enviou um ofício à PF, que abriu a investigação. A Secretaria de Comunicação (Secom) cobrou providências do Ministério da Justiça contra “narrativas desinformativas e criminosas”, que estariam afetando a “credibilidade” de instituições como as Forças Armadas e o governo federal.

No Supremo Tribunal Federal (STF), o inquérito terá relatoria da ministra Cármen Lúcia, e o caso tramita em sigilo.

Com informações do UOL.  

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