A morte de Thamires Rodrigues de Souza Peixoto, de 28 anos, após ser baleada dentro de um carro de aplicativo na Zona Oeste do Rio, passou a ser acompanhada pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Nesta terça-feira (12), familiares da vítima foram recebidos pelo colegiado, que anunciou medidas de apoio à família e encaminhou pedidos formais de esclarecimento à Polícia Civil e à Secretaria de Segurança Pública sobre a condução do caso e a atuação do policial envolvido.
Participaram do encontro Rafael, viúvo da vítima, e Leonardo, irmão de Thamires. Após a reunião, a comissão formalizou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Polícia Civil e à Secretaria de Estado de Segurança Pública pedindo informações sobre a condução das investigações e as medidas adotadas em relação ao policial apontado como autor do disparo.
Acolhimento à família
Segundo a presidente da comissão, deputada Dani Monteiro (Psol), a prioridade inicial foi garantir apoio institucional aos familiares da vítima. Entre os encaminhamentos definidos estão acolhimento psicossocial e assistência jurídica junto à Defensoria Pública do Estado.
“Assim que tivemos conhecimento desse caso, mobilizamos a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos para acolher essa família e garantir que ela não atravesse esse luto sozinha”, afirmou a parlamentar.
Ainda de acordo com Dani Monteiro, o colegiado pretende acompanhar o caso de forma permanente. Ela declarou que o Estado tem obrigação de assegurar suporte à família e garantir transparência na apuração.

Questionamentos sobre a investigação
No documento encaminhado aos órgãos de segurança, a comissão solicita esclarecimentos sobre diferentes etapas da ocorrência. Entre os pontos questionados estão as circunstâncias que permitiram ao autor do disparo deixar o local sem prisão em flagrante e se a arma utilizada foi apreendida e submetida à perícia.
A comissão também pediu informações sobre eventual afastamento imediato do agente envolvido no caso e quais mecanismos serão oferecidos à família para acompanhamento das investigações.
Histórico funcional
Outro ponto levantado pela comissão envolve o histórico funcional do policial. Segundo o colegiado, o agente possuía seis anotações criminais anteriores.
A presidente da comissão afirmou que os questionamentos buscam entender como um agente com esse histórico permanecia em atividade operacional e armado.
“A família da vítima e a sociedade fluminense precisam de respostas céleres. É preciso saber como um agente com esse histórico seguia em atividade operacional e o que será feito para que casos como esse não se repitam”, declarou Dani Monteiro.
Cobrança por responsabilização
A parlamentar também afirmou que a comissão pretende acompanhar todas as etapas da apuração conduzida pelos órgãos de segurança pública. Segundo Dani, o objetivo é garantir que haja responsabilização dos envolvidos e acompanhamento institucional do caso.
“A morte da Thamires é uma tragédia que nos atravessa profundamente. Ela foi uma mãe trabalhadora e amorosa que teve a vida interrompida de forma brutal e que deixa duas crianças que vão crescer com sua ausência irreparável”, disse a deputada.






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