Caso Marielle: assassino confesso da vereadora quer ir para o “presídio dos famosos”

Atualmente, Lessa encontra-se isolado em uma unidade de Tremembé (SP) desde 20 de junho

A defesa do ex-policial militar Ronnie Lessa solicitou neste fim de semana a transferência dele da Penitenciária Dr. Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra (P1), em Tremembé (SP), para a Penitenciária II “Dr. José Augusto Salgado” (P2), também em Tremembé, conhecida como “presídio dos famosos”.

Nessa unidade estão presos notórios, como Cristian Cravinhos, Lindemberg Alves, Gil Rugai e Fernando Sastre, o empresário que dirigia um Porsche, que bateu em alta velocidade e matou um motorista de aplicativo em São Paulo.

Atualmente, Lessa encontra-se isolado na P1 desde sua chegada, em 20 de junho. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) havia determinado essa unidade como a mais adequada para abrigar Lessa, condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. No entanto, a defesa alega que, após quase um mês, ele continua em isolamento, sem acesso a cursos, trabalho, livros ou interação com outros detentos.

Os advogados de Lessa defendem a transferência para a P2, onde outros presos de notoriedade recebem, segundo eles, “atendimento adequado”. Lessa foi inicialmente transferido para Tremembé a seu próprio pedido, após firmar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal, no qual forneceu detalhes do crime após seis anos. Anteriormente, ele estava na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), de segurança máxima.

O pedido para ser transferido para São Paulo foi motivado pela proximidade com sua família, que reside no Rio de Janeiro, e foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que homologou o acordo.

Com informações da CNN

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