Carro usado por Lessa na morte de Marielle e Anderson já circulava há dois anos por comunidade da Zona Oeste do Rio

Cobalt de miliciano morto foi clonado por morador de Rio das Pedras e repassado ao bombeiro Suel, preso em 2023

A delação de Ronnie Lessa, assassino confesso de Marielle Franco e Anderson Gomes, apontou que o Cobalt usado no crime foi clonado por um morador de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio. Dois anos antes do crime, em 2016, o veículo já era visto nas ruas do bairro.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, o carro pertencia a um miliciano identificado como Big Mac ou Hamburgão. O criminoso repassou o Cobalt a Otacílio Antônio Dias Júnior, o Hulkinho, que entregou o veículo ao bombeiro Maxwell Simões Corrêa, o Suel. O bombeiro foi preso em julho de 2023.

Após 2 horas de delação de Lessa, a Polícia Federal identificou o responsável pela clonagem. Em depoimento à PF, Hulkinho contou que o carro circulava dois anos antes do assassinato pela Gardênia Azul, comunidade próxima à Rio das Pedras.

Os relatos sobre o uso do veículo já tinham aparecido na delação de Élcio de Queiroz, em 2023, apontado pelas investigações como um dos executores da vereadora do PSOL. Segundo Élcio, o serviço de assassinato foi levado a Lessa pelo ex-policial Edmílson Oliveira da Silva, o Macalé.

Já Suel, segundo Élcio, teria sido o responsável por arrumar as placas do veículo clonado.

A Polícia Federal identificou e chamou Hulkinho para prestar depoimento. Ele contou que entregou o veículo a Suel após a morte de Hamburgão, proprietário do carro. O miliciano morreu numa troca de tiros, em 2018. A PF descobriu que ele era lutador de artes marciais e chegou a ser patrocinado por Lessa para disputar competições na região de Jacarepaguá.

De acordo com as investigações, Suel não estava no carro no ataque à Marielle. Ele teria arrumado as placas do veículo e depois participado da sua destruição. Suel nega todas as suspeitas.

Após ser utilizado na execução de Marielle, o Cobalt percorreu mais de 17 quilômetros com o carro e arma usado no crime. Depois foi levado até o mecânico Edilson Barbosa dos Santos, o Orelha, em Rocha Miranda.

De lá, com intermediação de Suel, o veículo foi levado a um desmanche situado na Comunidade da Pedreira, Zona Norte do Rio, no dia 16 de março de 2018.

Com informações do g1.

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