Carnaval deve movimentar R$ 511 milhões na Região Metropolitana do Rio

Alimentação e bebidas concentram maior parte dos gastos dos foliões, aponta Fecomércio RJ

O Carnaval de 2026 deve injetar cerca de R$ 511 milhões na economia da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, segundo sondagem do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises do Rio de Janeiro (IFec RJ). O levantamento foi realizado entre os dias 26 e 29 de janeiro, com 925 consumidores, e indica um gasto médio de R$ 279 por pessoa durante os dias de folia.

Os dados reforçam a importância do carnaval para o comércio e o setor de serviços, especialmente em um período tradicionalmente marcado por intensa circulação de pessoas e aumento do consumo em bares, restaurantes e eventos populares.

Alimentação e bebidas lideram despesas no carnaval

Entre os entrevistados que afirmaram que vão gastar ou já gastaram com o carnaval, 87% disseram que os principais gastos são com alimentação e bebidas não alcoólicas. Em seguida aparecem as bebidas alcoólicas, citadas por 43%, e os gastos com transporte, como ônibus, carro particular e gasolina, mencionados por 37,4%.

As despesas com fantasias e acessórios também fazem parte do orçamento carnavalesco, mas em menor escala: 11,3% dos consumidores afirmaram que vão direcionar recursos para esse tipo de compra.

Maioria dos moradores não pretende viajar no feriado

A pesquisa do IFec RJ mostra ainda que o Carnaval deve ser passado majoritariamente no próprio estado. Cerca de 87,8% dos entrevistados não pretendem viajar para fora do Rio de Janeiro durante o feriado prolongado.

Entre os que ficarão no estado, 53,1% afirmaram que vão aproveitar o período para descansar, enquanto 26,5% disseram que devem trabalhar normalmente. Já 17,3% pretendem curtir o Carnaval em blocos de rua, desfiles e festas.

Viagens dentro do estado e tipos de hospedagem

Apenas 9,6% dos entrevistados disseram que pretendem viajar dentro do estado do Rio de Janeiro no Carnaval. Desses, a maioria optará por alternativas de menor custo: 69,7% afirmaram que ficarão em imóveis próprios ou de familiares e conhecidos.

Outros 12,3% devem se hospedar em imóveis ou quartos alugados por meio de plataformas digitais. As pousadas aparecem como opção para 5,6%, enquanto 3,4% afirmaram que vão se hospedar em hotéis.

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