O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) se emocionou e chegou às lágrimas durante a homenagem que recebeu na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nesta sexta-feira 0(5). Ele e o deputado federal Mário Frias (PL-SP) foram agraciados com a Medalha de Honra ao Mérito Legislativo, a mais alta condecoração da Casa.
A indicação foi feita pelo deputado estadual Paulo Mansur (PL-SP), que justificou a honraria destacando “trabalho, dedicação e relevantes serviços prestados ao Brasil” pelos dois aliados do bolsonarismo.
Em discurso de quase 20 minutos, Carlos revisitou sua trajetória política e episódios pessoais, mencionando conflitos familiares na juventude, a reconciliação com a mãe e a ausência de formação universitária formal. Ele afirmou ter dedicado a vida pública a apoiar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso após condenação por tentativa de golpe de Estado.
‘Condições desumanas’
O vereador relatou uma visita recente ao pai na prisão e classificou as condições do ex-presidente como “desumanas”, acusando o processo judicial de “atropelo das leis”. Disse sentir-se honrado por ser visto como porta-voz do líder político: “Obrigado por me colocarem como representante do meu pai”.
Carlos também rebateu acusações de que teria comandado um esquema de disseminação de desinformação, negando a existência de um “gabinete do ódio” e classificando as investigações como perseguição política.
Em tom religioso e emocional, declarou estar cansado, mas disposto a continuar na militância: “Deus tem planos para todos nós”. Ele encerrou o discurso afirmando levar ao público um pedido do pai: “Meu filho, vai lá fora, traz energia boa pra mim”.






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