A troca de acusações entre o senador Sergio Moro e o candidato que apoiou, o deputado estadual Ney Leprevost, que não passou ao segundo turno em Curitiba, se intensificou depois de o senador Sergio Moro chamar o parlamentar de “político velho”. Ambos são filiados ao União Brasil. Leprevost elevou as críticas e disse que o senador se trata de um “traidor contumaz”. Ele concorreu com a deputada federal Rosângela Moro como vice de chapa pelo mesmo partido.
“Este senhor é um traidor contumaz. Traiu a magistratura utilizando-se dela para se promover pessoalmente com objetivo de conquistar cargo político. Traiu as leis que jurou cumprir ao realizar tortura psicológica em réus e escutas telefônicas de legalidade questionável” disse o candidato derrotado em nota.
Ney Leprevost elencou ainda outras dez supostas movimentações do senador que, em sua avaliação, seriam traições, como a saída do ministério da Justiça, na gestão de Jair Bolsonaro (PL), e a troca de partido durante as eleições de 2022, quando se desfiliou do Podemos.
Sobre a campanha em Curitiba, o deputado ainda alegou que Moro teria abandonado a campanha dez dias antes da eleição por não ter aparecido “diversas vezes no programa eleitoral”. O candidato também acusou o senador de usar R$ 230 mil do fundo eleitoral para promoção pessoal e de tentar desestabilizá-lo ao longo do processo eleitoral.
“Senador Sérgio Moro, não me meça pela sua régua. Minha vida pública é pautada por coerência e respeito a todas as pessoas. De herói nacional que até eu admirei, o senhor apequenou-se e se transformou em um mero ‘lacrador’ de redes sociais”, declarou Leprevost.
A troca de farpas entre Ney Leprevost e Sergio Moro foi iniciada nesta terça-feira, quando o deputado estadual deu uma entrevista ao jornal Folha de S. Paulo afirmando que sua aliança com o senador teria sido a causadora da derrota. A declaração não agradou a Moro, que rebateu nesta manhã.
– Embora ele (Ney) seja uma pessoa relativamente nova, se apresentou como um político velho, sem posições definidas de maneira clara. Ao invés de assumir uma posição clara de direita, ou se fosse o caso até de esquerda, ele ficou com posições políticas indefinidas. Ele agora está buscando uma desculpa para a derrota, mas mostra apenas que ficou pequeno politicamente e também pensa pequeno como pessoa. Eu praticamente não apareci na propaganda eleitoral dele. A gente estava disposto a ajudar na campanha, mas ele optou por correr sozinho – disse.
Com informações de O Globo.





