“Aperta o verde e confirma”. A clássica frase que surge de dois em dois anos a cada eleição, tem um significado literal para o advogado criminalista André Barros. Candidato a vereador pelo PSOL, ele disputa sua nona eleição e defende a liberação da maconha – é advogado da polêmica Marcha da Maconha, que acontece anualmente no Rio – e conta com cabos eleitorais famosos não só entre os maconheiros.
Um dos mais conhecidos é o músico Marcelo D2, vocalista da banda Planet Hemp (os maconheiros mais famosos do Brasil, segundo ele próprio) e que falando de maconha consolidou também sua carreira solo misturando rap com samba. D2 já posou ao lado de André segurando o sugestivo adesivo com o número do candidato, que é 50.420, unindo o 50 do PSOL e o 420 em alusão ao número símbolo da maconha.
O ator Ricardo Petraglia também faz uma presença na campanha de André Barros. Defensor do uso terapêutico da cannabis, Petraglia – que tem autorização para produzir maconha em seu sítio – possui um perfil com quase 60 mil seguidores onde dá dicas sobre o cultivo da erva. Para convencer o eleitorado a votar em Barros, Ricardo adota o grito de guerra de André Barros: “maconheiro vota em maconheiro”.

André Barros tenta entrar na política há tempos, muito antes da liberação da maconha ser discutida abertamente como é hoje. Em 2006 foi candidato a deputado federal pelo PT e obteve 2.650 votos. Dois anos depois tentou uma vaga na Câmara do Rio, sem sucesso, obtendo apenas 1.127 votos. Em 2010 mirou a Alerj e foi escolhido por 2.830 eleitores. Ainda pelo PT, tentou novamente se eleger vereador em 2012, quando teve 1.823 votos.
Já pelo PSOL, se candidatou a deputado estadual em 2014 e conquistou a preferência de 7.999 eleitores. Barros foi candidato a vereador também em 2016 e 2020, obtendo 4.022 e 4.647 votos, respectivamente. Em 2018, como candidato a deputado estadual, obteve sua maior votação (12.835), número superior ao da última eleição que disputou, em 2022, quanto teve 9.785 votos para deputado federal.






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