Câmara paulista aprova em primeira votação privatização da Sabesp; vereador diz falta bala de borracha contra protestos (Veja vídeo)

Para que o projeto seja definitivamente aprovado é necessário passar por uma segunda votação em plenário, o que deve acontecer após o dia 27 de abril

O projeto de lei da Câmara Municipal de São Paulo que abre caminho para a privatização da Sabesp na capital foi aprovado em primeira votação nesta quarta-feira (17), com 36 votos a favor e 18 votos contrários. Durante a sessão, marcada por manifestações na galeria e debates acalorados entre os vereadores, o clima ficou tenso.

Para que o projeto seja definitivamente aprovado ainda é necessário passar por uma segunda votação em plenário, o que deve acontecer após o dia 27 de abril, quando se encerram as audiências públicas sobre o tema.

O texto aprovado inclui alterações na legislação municipal para garantir que a cidade possa manter o contrato de fornecimento de água mesmo após a venda da empresa.

Durante a votação, houve momentos de tensão entre os parlamentares e vaias dos manifestantes nas galerias, que se opõem à privatização. O presidente da Casa, Milton Leite (União Brasil), teve que pedir diversas vezes silêncio aos manifestantes e chegou a ameaçar chamar a Guarda Civil Metropolitana para retirá-los.

Rubinho Alves (União Brasil), relator do projeto de lei, gerou polêmica ao declarar que faltava “bala de borracha” para os manifestantes, provocando reações contrárias por parte dos presentes.

Apesar da aprovação, vereadores do PT e do Psol anunciaram que entraram com ação na Justiça para tentar anular a votação e exigir que ela ocorra somente após o término das audiências públicas, que estão programadas para terminar no fim de abril.

O projeto de lei que autoriza a privatização da Sabesp foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo em dezembro de 2023 e sancionado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no mesmo mês.

Durante a votação, a sessão foi interrompida várias vezes devido a manifestantes contrários à privatização, e em um momento de tensão, um homem foi detido durante a audiência pública sobre o tema no início da tarde.

Com informações do g1.  

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