Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi aprvada nesta quarta-feira pela Câmara Municipal de São Paulo para investigar a Enel, empresa responsável pelo fornecimento de energia em São Paulo e em outros 23 municípios da região metropolitana. No meio da tarde, 11 mil residências ainda estavam sem energia elétrica. Um grupo de moradores fez novo protesto em uma via da cidade. A instalação da CPI será nesta quinta-feira, às 13h.
O pedido aprovado é de autoria do vereador João Jorge (PSDB), que presidirá o colegiado. Serão sete membros a serem indicados pelos partidos, tendo como base a proporcionalidade das bancadas.
No pedido de investigação, o tucano diz que o serviço prestado pela Enel vem se deteriorando, chegando a uma situação “inadmissível” após as fortes chuvas do último dia 3.
“Por mais que se reconheça a intensidade das intempéries que causaram a queda de energia, exige-se que a concessionária responda rapidamente aos chamados e mantenha equipe de atendimento condizente com o tamanho da cidade de São Paulo e com a receita obtida de seus moradores”, diz o requerimento de abertura da comissão, acrescentando que a companhia aumentou sua receita e número de clientes, mas diminuiu o número de funcionários.
Além da Câmara, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) tem uma comissão somente para investigar a atuação da Enel no estado. Esta, no entanto, foi criada antes mesmo do apagão que deixou milhares de paulistas sem luz. Nesta quarta-feira, a CPI da Alesp aprovou a convocação de Nicola Cotugno, presidente nacional da empresa, para o dia 16 deste mês, e de Max Xavier Lins, presidente da Enel São Paulo, para o dia 14 de novembro.
Com informações de O Globo.





