Caio de Santis
A eleição ainda nem aconteceu, mas as cartas já estão na mesa pela sucessão de Carlo Caiado na presidência da Câmara dos Vereadores do Rio. Aliás, tem quem diga que o atual presidente da Casa estuda maneiras de se manter no posto. Vamos lá: caso as previsões colocadas até aqui pelas pesquisas de intenção de votos se confirmem e Eduardo Paes seja reeleito, é dado como certo que um consenso tentará ser construído para que Rafael Aloísio Freitas, do PSD de Paes, suceda Caiado na cadeira mais importante da Casa.
Rafael tem potencial de votação confortável o suficiente para que seja reeleito sem dificuldades, o que faz dele o atual favorito. Como Caiado já foi eleito e reeleito no posto, ele não poderia mais se manter ali. Mas, tem quem defenda que a questão pode ser judicializada para que Caiado exerça um terceiro mandato na presidência da Câmara.
O entendimento é de que quando a decisão do STF que limitou reeleições para câmaras municipais foi homologada, em 2023, Caiado já tinha sido eleito e cumprido o seu primeiro biênio no posto. Então, se a tese for a de que este mandato não valeu, a sua primeira reeleição seria a próxima, para exercer entre os anos de 2025 e 2026, o que o permitiria seguir presidindo a Casa de Leis pela terceira vez.
Outros presidentes de Câmaras Municipais do Brasil devem ir à justiça pela mesma questão e espera-se que Caiado siga a toada. Mas, para um eventual quarto mandato de Paes, pouco importa se for Caiado ou Rafael o próximo presidente da Câmara. Sondagens internas do PSD apontam para a possibilidade de o partido eleger de 14 a 17 vereadores, assegurando à sigla de Eduardo Paes a maior bancada da Câmara do Rio. A cúpula partidária aposta em três nomes para as primeiras posições: Marcelo Diniz, Carlo Caiado e Marcio Ribeiro. Fazer o maior número possível de vereadores é fundamental para que o prefeito tenha vida tranquila em importantes votações.





