Um relatório elaborado pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) indica que podem ocorrer a morte de até dez idosos em um dia com temperatura acima dos 43°C no Rio de Janeiro.
O dado faz parte de uma análise de efeitos das ondas de calor sobre a mortalidade na capital fluminense. Em números absolutos, o estudo indica que um dia de calor extremo eleva a taxa de mortalidade em um caso para cada 100 mil idosos, aumento de 0.56% na taxa mensal.
O relatório aponta, ainda, que dois terços das mortes estão concentradas em bairros da Zona Norte e Oeste, onde há maior predominância das chamadas “ilhas de calor”. Mesmo em casos de temperaturas elevadas em toda a capital fluminense, a diferença de exposição ao calor nesses locais é determinante para o aumento da mortalidade, diz o estudo.
Foi feita uma análise sobre serviços de Saúde na redução dos impactos de calor. A pesquisa revela que bairros distantes de unidades de emergência registram maior impacto do calor na mortalidade, reforçando a importância da rede de atendimento para reduzir efeitos dos choques térmicos.
Segundo o relatório, a criação de novas clínicas da Família pode reduzir em até 45% os efeitos de ondas de calor moderadas, quando há variação de temperatura entre os bairros. Mas o estudo alerta que o impacto é menor em ondas de calor extremo, que exigem acesso rápido a serviços de emergência.
A pesquisa, divulgada neste mês, usou dados de temperatura por satélite combinados com informações de óbitos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DataSUS) entre 2003 e 2016.
Para chegar ao levantamento, os pesquisadores analisaram mortes por doenças crônicas em pessoas com mais de 60 anos, incluindo enfermidades cardiovasculares, respiratórias e endócrino-metabólicas, que podem ser agravadas pelo calor extremo.






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