Calor extremo leva Alerj a cobrar pontos de hidratação no Carnaval do Rio

Pedido da Comissão de Direitos Humanos busca garantir acesso à água potável em áreas de grande circulação durante a festa

Diante das previsões de calor intenso durante o Carnaval, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) decidiu acionar a concessionária responsável pelo abastecimento de água na capital.

A deputada estadual Dani Monteiro, presidente da comissão, encaminhou um ofício à Águas do Rio solicitando a instalação de pontos de hidratação gratuitos no município do Rio de Janeiro ao longo do período carnavalesco.

A iniciativa é assinada em conjunto com o deputado federal Henrique Vieira (Psol-RJ) e trata o acesso à água potável como uma medida central de saúde pública e de proteção aos direitos humanos, especialmente em um contexto de ondas de calor extremo que se repetem nesta época do ano.

Calor extremo e saúde pública

No documento enviado à concessionária, Dani Monteiro ressalta que o Carnaval é uma das datas mais relevantes do calendário cultural e econômico do estado, reunindo milhões de pessoas nas ruas da cidade.

Segundo a deputada, o aumento expressivo da circulação de foliões amplia os riscos associados à desidratação, sobretudo em dias de temperaturas elevadas, o que exige ações preventivas por parte do poder público e de concessionárias de serviços essenciais.

Ela afirma que garantir água potável gratuita é uma medida básica de cuidado com a vida, especialmente em um cenário de crise climática que impõe novos desafios à organização de grandes eventos populares.

Proposta de pontos de hidratação

O pedido encaminhado à Águas do Rio prevê a instalação de pontos de hidratação em áreas de grande circulação de pessoas, com ao menos um ponto por estação de metrô. O ofício também propõe estruturas específicas voltadas aos trabalhadores informais do Carnaval, como ambulantes, incluindo acesso à água e a equipamentos de higiene adequados às condições de trabalho nas ruas.

Para a deputada, distribuir água não pode ser tratado como favor, mas como direito humano e serviço público essencial. Ela argumenta que a medida é simples do ponto de vista operacional e pode reduzir riscos à saúde da população durante os dias de festa.

Diálogo com trabalhadores informais

Além da instalação dos pontos, o documento sugere a realização de reuniões com coletivos e associações de ambulantes para que a distribuição de água e os equipamentos de higiene sejam planejados de acordo com as necessidades reais desses trabalhadores. Dani Monteiro destaca que milhares de pessoas dependem economicamente do Carnaval e passam longas jornadas expostas ao sol e ao calor intenso.

Ainda de acordo com ela, um Carnaval seguro, digno e popular passa por políticas públicas básicas, como a garantia de hidratação adequada. Ela defende que assegurar essas condições é uma forma concreta de proteger direitos humanos e enfrentar os impactos do calor extremo, permitindo que a festa ocorra sem colocar em risco a saúde de quem trabalha e de quem participa das celebrações.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading