O cantor e compositor Caetano Veloso fez homenagem ao cantor Agnado Timóteo, morto em decorrência da covid neste sábado, onde faz referência à canção “Galeria do Amor”, uma das poucas compostas pelo próprio cantor. Nela, Timóteo faz uma homenagem à Galeria Alaska, tradicional ponto de encontro gay em Copacabana, na década de 70.
Caetano lembra que Agnaldo Timóteo tinha uma “verdadeira voz de cantor, ele exprimia sentimentos fundos da alma brasileira. E Há a Galeria do Amor, com ecos do tempo em que, menos americanizados, nos chamávamos de “entendidos”.
“Entendido” é uma gíria da época para designar gay ou lésbica. Caetano usou a expressão no encarte de seu álbum “Araçá Azul”, de 1972: “um disco para entendidos”. O álbum, experimental, era um ponto fora da curva da obra do compositor, o que dava à frase um sentido dúbio.
Caetano diz ainda que “Agnaldo Timóteo ter morrido dessa doença pandêmica é fato que me faz chorar”. E, ao final, alerta que “temos de reagir à atitude que promove a disseminação do vírus e propicia suas mutações. Agnaldo representava a vida dos brasileiros, com seus breus e suas luzes. Não podemos ser o país da morte”, encerra.
Ouça a música sobre a Galeria Alaska:
Caetano lembra canção de Agnaldo Timóteo que homenageia a Galeria Alaska, ponto gay de Copacabana nos anos 70
O cantor e compositor Caetano Veloso fez homenagem ao cantor Agnado Timóteo, morto em decorrência da covid neste sábado, onde faz referência à canção “Galeria do Amor”, uma das poucas compostas pelo próprio cantor. Nela, Timóteo faz uma homenagem à Galeria Alaska, tradicional ponto de encontro gay em Copacabana, na década de 70. Caetano lembra…






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