O ex-deputado federal e pastor evangélico Cabo Daciolo oficializou nesta sexta-feira sua filiação ao Mobiliza e anunciou a intenção de disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. O anúncio foi feito por meio das redes sociais, ao lado do presidente nacional da sigla, Antônio Carlos Massarolo, e de aliados políticos.
Na publicação, Daciolo compartilhou a ficha de filiação e utilizou o slogan “Cabo Daciolo 2026”, acompanhado de uma citação bíblica: “quando os justos governam, o povo se alegra”. A movimentação marca o retorno do político ao cenário presidencial, oito anos após sua participação na disputa de 2018.
Retorno ao cenário eleitoral
Na eleição de 2018, Daciolo ganhou visibilidade nacional pelo estilo de campanha, marcado por forte apelo religioso e pelo uso recorrente da expressão “Glória a Deus”. Durante os debates, costumava levar uma Bíblia e defender pautas alinhadas a valores cristãos.
Naquele pleito, ele obteve 1,26% dos votos válidos e terminou na sexta posição, à frente de candidatos como Henrique Meirelles, Marina Silva e Álvaro Dias.
Agora, ao tentar novamente chegar ao Palácio do Planalto, o ex-deputado se posiciona em um cenário político mais competitivo, especialmente entre o eleitorado evangélico.
Disputa por eleitores evangélicos
A eleição de 2026 deve intensificar a disputa por votos desse segmento, considerado estratégico nas eleições nacionais. Entre os nomes que também buscam apoio desse público estão o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Daciolo reforçou seu posicionamento político ao comentar sua candidatura.
“Vamos lutar pela soberania nacional. Chega do imperialismo norte-americano e chinês. Sou nacionalista, trabalhista e patriota”, disse ao jornal O Globo.
Indicação para o Ministério dos Esportes
Durante o anúncio, o pré-candidato também apresentou um nome para compor um eventual governo. O ex-jogador Ricardo Rocha foi indicado como possível ministro dos Esportes.
Rocha integrou a seleção brasileira campeã da Copa do Mundo de 1994 e teve passagem destacada pelo Vasco da Gama, onde atuou como zagueiro e capitão na década de 1990.
A antecipação de nomes para a equipe de governo é uma estratégia comum entre pré-candidatos para demonstrar organização e sinalizar alianças.






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