Briga entre Bivar e Rueda pelo comando do União Brasil pode implodir alianças costuradas no Rio

A briga interna pode ter desdobramentos nos estados, especialmente no  Rio, onde Rueda, com perspectiva de poder, é o responsável pelas  negociações de acordos político

O presidente do União Brasil, Luciano Bivar (PE), articula uma ofensiva com o objetivo de se manter no comando da legenda, movimento que pode arrastar o partido para uma nova crise. Às vésperas da eleição interna, o deputado tenta retirar a candidatura de Antônio Rueda, nome que conseguiu reunir amplo apoio para a sucessão. A ideia é voltar a ser o nome favorito e continuar a dar as cartas.

A briga interna pode ter desdobramentos nos estados, especialmente no  Rio, onde Rueda, com perspectiva de poder, é o responsável pelas  negociações de acordos políticos – como os firmados com o governador Cláudio Castro e o prefeito Eduardo Paes – e as futuras alianças eleitorais. A briga entre os dois caciques pode implodir algumas aliança já entabuladas.

O processo estava praticamente resolvido entre parlamentares e dirigentes, e adversários de Bivar passaram a demonstrar incômodo com a postura do atual presidente. Nas últimas semanas, ele passou a telefonar para cobrar fidelidade de ex-integrantes do PSL, partido que se fundiu com o DEM para formar o União. A sigla vai se reunir esta semana, quando a escolha será feita.

Em conversas reservadas, Bivar passou a dizer que teria 25 dos 40 votos para ser reconduzido. A estimativa é considerada “uma mentira” por opositores, principalmente oriundos do DEM, que resolveram embarcar na campanha do adversário. Esses parlamentares avaliam que não há chance de Rueda recuar de sua postulação. Procurados, os dois concorrentes não quiseram falar sobre a disputa.

O acirramento da campanha chegou aos grupos de WhatsApp de integrantes do União. Mesmo com a longa construção da candidatura de Rueda, Bivar passou a tentar convencer os correligionários de que seria necessário um nome de “consenso”. Em um dos grupos, houve respostas duras de parlamentares, lembrando que o atual presidente jamais seria um nome apropriado.

Durante sua gestão, Bivar acumulou crises em estados como Rio, Amazonas, Maranhão, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Acre, com ameaças constantes de debandada da sigla.

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