“Breque dos apps”: motoristas e entregadores de aplicativos realizam paralisação no Rio em protesto contra precarização do trabalho

Categoria exige reajustes, melhores condições e regulamentação do trabalho por aplicativos durante mobilização nacional

Motoristas e entregadores de aplicativos como iFood, Uber e 99Taxi paralisaram suas atividades na manhã desta sexta-feira (25), em diversos pontos do Rio de Janeiro, segundo informa o portal g1. A principal área afetada foi a Avenida Presidente Vargas, onde, por volta das 9h30, duas pistas, na altura da Avenida Passos em direção à Praça da Bandeira, ficaram ocupadas pelos manifestantes.

A mobilização faz parte do movimento nacional Breque dos apps, que busca chamar a atenção para as condições de trabalho precárias enfrentadas pelos profissionais da categoria. As reclamações incluem salários baixos, longas jornadas de trabalho e a falta de direitos trabalhistas.

Reivindicações dos trabalhadores

Entre as principais demandas dos motoristas e entregadores estão:

  • Estabelecimento de uma taxa mínima de R$ 10 por corrida de até 4 km;
  • Aumento do valor pago por quilômetro rodado para R$ 2,50;
  • Limitação das entregas realizadas por bicicletas a um raio máximo de 3 km;
  • Pagamento integral por cada pedido, mesmo em entregas agrupadas na mesma rota;
  • Fim dos bloqueios injustificados por parte das plataformas, com garantia de direito à defesa;
  • Implementação de seguro contra acidentes, roubos e mortes;
  • Criação de bases de apoio para descanso e alimentação.

Essas exigências buscam melhorar a qualidade do trabalho e garantir melhores condições para os profissionais, que afirmam não receber remuneração condizente com as atividades realizadas.

Categoria fez reivindicações para as empresas de aplicativos — Foto: Felipe Azevedo/TV Globo

Pressão por regulamentação e valorização da categoria

Os organizadores do movimento afirmam que a paralisação tem como objetivo pressionar as plataformas de aplicativos e chamar a atenção das autoridades para a necessidade urgente de regulamentação do trabalho nessa área. A categoria reclama da falta de garantias e da ausência de um vínculo formal que reconheça os direitos dos trabalhadores.

A mobilização também é uma resposta à crítica de que as plataformas impõem jornadas exaustivas, com remunerações insuficientes, sem oferecer apoio ou suporte aos profissionais. Líderes do movimento destacam a importância do protesto como um passo fundamental para combater a precarização e promover a valorização da categoria.

A reportagem tentou contato com a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), entidade que representa empresas como iFood, Uber, 99 e Zé Delivery, mas ainda não obteve retorno sobre o posicionamento das plataformas em relação às demandas dos trabalhadores.

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