Os 34 brasileiros e parentes de brasileiros que esperam para sair da Faixa de Gaza ficarão juntos em um novo abrigo, e não mais em três cidades do enclave palestino, como ocorria até então. A informação é do ministro da Relações Exteriores, Mauro Vieira, em entrevista à Globo News. Vieira disse que não é possível cravar uma data de saída do grupo que aguarda em Gaza.
“A situação em Gaza não me permite dizer se será hoje, ou amanhã, ou quando. É uma região conflagrada, e são inúmeras as questões que dificultam a abertura,” declarou.
“O governo brasileiro tem mantido, e eu pessoalmente, os encontros com as autoridades constituídas dos países envolvidos. Contatos do mais alto nível, como sempre, examinando a possibilidade da libertação dos brasileiros no menos prazo possível, junto com os nacionais de outros países”, prosseguiu.
Até esta sexta (10), o grupo de 27 brasileiros e 7 palestinos se dividia em três cidades na porção sul de Gaza: Rafah, Khan Younis e Deir el-Balah. Eles chegaram a se posicionar junto ao posto de imigração na fronteira, nesta sexta, mas a passagem não foi permitida. No entanto, seus nomes constam da lista dos próximos estrangeiros a ter autorização para cruzar a passagem de Rafah.
“Acabei de ser informado de que os 34 brasileiros que estavam divididos (…) foram reunidos em uma nova localidade disponibilizada pela embaixada do Brasil em Ramala. Para que estejam mais próximos e reunidos, prontos para saírem assim que for autorizada a abertura da passagem”, declarou Vieira.
Como aconteceu em outras ocasiões ao longo da última semana, a lista de pessoas autorizadas a cruzar a fronteira deve ficar “congelada”. Ou seja: quando a passagem for reaberta, as autoridades locais devem dar prioridade aos cidadãos estrangeiros já autorizados, antes de emitir novas listas.
Após chegar ao Egito, o grupo seguirá por terra até um dos dois aeroportos disponíveis para o embarque de volta ao Brasil. Há dois roteiros possíveis:
ida em um ônibus até o aeroporto de El Arish, que fica a 53 km de Rafah, para embarque no avião presidencial que já está no Egito à espera do grupo. A aeronave depois fará escalas no Cairo, Roma, Las Palmas, Recife antes da chegada no destino final em Brasília.
ou viagem até a cidade do Cairo em um ônibus. Neste caso, a previsão é que a viagem por terra dure entre cinco e seis horas.





