O Ministério da Saúde divulgou neste sábado (4) um novo boletim que atualiza para 195 o número de notificações de intoxicação por metanol em todo o país. Desse total, 14 casos foram confirmados e 181 permanecem em investigação, distribuídos por 15 estados.
São Paulo concentra 162 notificações, incluindo todos os 14 casos confirmados. O estado também lidera o número de mortes: duas confirmadas e sete em investigação. No início da noite deste sábado, o governo paulista confirmou a segunda morte por intoxicação de metanol, de um homem de 46 anos; a primeira vítima confirmada tinha 54 anos.
Outros casos suspeitos se distribuem por: Pernambuco (11), Mato Grosso do Sul (5), Paraná (3), Bahia (2), Goiás (2), Rio Grande do Sul (2), Distrito Federal (1), Espírito Santo (1), Minas Gerais (1), Mato Grosso (1), Rondônia (1), Piauí (1), Rio de Janeiro (1) e Paraíba (1).
Entre os óbitos sob investigação estão sete em São Paulo, três em Pernambuco, um na Bahia e um no Mato Grosso do Sul.
Emergência médica e antídoto
O metanol é um álcool de uso industrial, encontrado em solventes e outros produtos químicos, altamente tóxico quando ingerido. No organismo, ele é metabolizado em formaldeído e ácido fórmico, que podem comprometer órgãos vitais, causar cegueira irreversível, coma, insuficiência renal e pulmonar, e até levar à morte.
Os principais sintomas incluem visão turva ou perda de visão, náuseas, vômitos, dores abdominais e mal-estar geral. A contaminação ocorre de forma silenciosa, geralmente por meio de bebidas adulteradas que misturam o metanol ao etanol para baratear a produção. Como ambos são semelhantes em cheiro e aparência, a fraude costuma passar despercebida pelo consumidor.
Para reduzir o impacto das intoxicações, o Ministério da Saúde adquiriu 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico, usado como antídoto, e está comprando mais 5 mil tratamentos para abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS).
Orientações à população
Em caso de suspeita de intoxicação por metanol, a orientação é procurar imediatamente serviços de emergência médica e buscar orientação especializada. A Anvisa disponibilizou um canal de comunicação com informações sobre intoxicação pela substância — Disque-Intoxicação (Anvisa): 0800 722 6001
De acordo com o Ministério da Saúde, a rápida notificação e atendimento são essenciais para aumentar as chances de recuperação e evitar desfechos graves.
Vigilância e medidas de controle
Diante do aumento dos casos, estados e municípios foram orientados a notificar imediatamente todas as suspeitas, reforçando a vigilância epidemiológica e permitindo uma resposta rápida.
O Ministério da Saúde instalou, na última quarta-feira (1º), uma Sala de Situação para monitorar a crise em âmbito nacional. A estrutura permanecerá ativa enquanto houver risco sanitário e necessidade de acompanhamento dos casos.






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