Brasil poderá ter que importar arroz e feijão por causa de temporal no RS, diz Lula

Medida serviria para para equilibrar a produção e evitar um aumento dos preços

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que com as chuvas que atingem o Rio Grande do Sul o governo cogita importar arroz e feijão para equilibrar a produção e evitar um aumento dos preços.

— Agora com a chuva eu acho que nós atrasamos de vez a colheita (do arroz) do Rio Grande do Sul. Se for o caso para equilibrar a produção, a gente vai ter que importar arroz, a gente vai ter que importar feijão para que a gente coloque na mesa do povo brasileiro um preço compatível com aquilo que ele ganha — afirmou Lula durante entrevista a rádios.

As fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul já deixaram 90 mortos confirmados, 132 desaparecidos e 361 pessoas feridas até esta terça-feira. Os temporais, que começaram em 27 de abril, ganharam força no dia 29 e já afetaram mais de 1,3 milhão de pessoas em território gaúcho, de acordo com o último boletim da Defesa Civil.

Mais de 155 mil pessoas estão desalojadas e outros 48 mil estão em abrigos. A marca já supera a última tragédia ambiental no estado, em setembro de 2023, quando 54 pessoas morreram.

O presidente afirmou também que os ministérios já estão autorizados a começar a liberar novos recursos a partir de hoje para os primeiros socorros no estado e que espera que o governador Eduardo Leite apresente um valor aproximado do que será necessário para reconstruir o estado.

Nesta terça-feira, Lula pediu que o Congresso Nacional reconheça o estado de calamidade pública no país para atendimento às cidades atingidas. Na prática, a intenção do governo é uma autorização do Legislativo para repassar verbas às regiões alagadas de forma sem precisar cumprir regras fiscais. O texto já foi aprovado pela Câmara e há expectativa da aprovação pelo Senado nesta terça-feira.

A Constituição prevê, desde 2021, durante a pandemia da Covid-19, que o presidente da República pode pedir o estado de calamidade pública orçamentária, com o objetivo de adotar um regime fiscal extraordinário para atendimento de gastos com tragédias e crises de saúde pública.

A assinatura da mensagem presidencial pedindo a aprovação aconteceu no Palácio do Planalto, ao lado dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), além do vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin. O presidente afirmou que o ato foi para fazer um trabalho de forma “unitária” para que a “burocracia não crie entraves”.

— Ontem tomamos a primeira iniciativa, e eu fiz questão de convidar o presidente da Câmara, Senado, Tribunal de Contas e Suprema Corte para fazer um trabalho de forma unitária em todos os poderes.

Com informações do GLOBO.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading