Um subtenente do Corpo de Bombeiros foi preso nesta sexta-feira (5) sob suspeita de envolvimento na morte do cabo da Polícia Militar Lucas Rocha de Brito, ocorrida em maio de 2024, durante uma discussão de trânsito no bairro do Encantado, na Zona Norte do Rio.
Eduardo Lisboa de Araújo, lotado na corporação, foi detido por agentes do Núcleo de Crimes Contra Agentes Públicos da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) em Marechal Hermes, também na Zona Norte. Contra ele havia um mandado de prisão temporária expedido pela 4ª Vara Criminal do Rio. Segundo as investigações, o bombeiro teria sido o autor dos disparos que mataram o policial militar após uma briga de trânsito banal.
Crime no Encantado
O caso que levou à prisão do subtenente ocorreu na noite de 17 de maio de 2024, por volta das 22h30, na Rua Manoel Vitorino, no Encantado. De acordo com a polícia, o cabo Lucas Rocha, que na época era lotado no 2º BPM (Botafogo), desceu de seu carro após se envolver em uma discussão com o bombeiro, que dirigia um Celta. Nesse momento, Araújo teria sacado a arma e efetuado disparos, atingindo o militar ao menos duas vezes. A vítima morreu no local.
Outro episódio sob investigação
As autoridades também investigam a participação do bombeiro em uma tentativa de homicídio registrada quase um ano depois, em 9 de maio de 2025, também em Marechal Hermes. Na ocasião, ele dirigia um Sandero quando se envolveu em mais uma discussão de trânsito. Testemunhas relataram que o subtenente efetuou disparos contra outro homem, que foi ferido, mas sobreviveu.
De acordo com a DHC, a mesma arma — uma pistola registrada em nome do bombeiro — teria sido usada nos dois crimes. A coincidência reforçou a tese da polícia de que o militar recorria à violência em conflitos cotidianos e sem relevância. “O uso da mesma arma em dois episódios tão graves mostra a escalada da periculosidade do suspeito”, avaliou a autoridade policial ao justificar o pedido de prisão temporária.
Próximos passos na Justiça
Araújo deve passar por audiência de custódia nos próximos dias, na Central de Custódias de Benfica. O juiz responsável analisará a legalidade da prisão e decidirá se o militar continuará detido ou se responderá em liberdade.






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