Bolsonaro veta reajuste de verba para merenda escolar

O presidente Jair Bolsonaro  vetou nesta quarta-feira (10) o reajuste aprovado pelo Congresso Nacional do recurso repassado a Estados e municípios para a merenda escolar. Bolsonaro também vetou o reajuste do orçamento de institutos e universidades federais e de bolsas de permanência, informou o Estadão.  O veto refere-se à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que…

O presidente Jair Bolsonaro  vetou nesta quarta-feira (10) o reajuste aprovado pelo Congresso Nacional do recurso repassado a Estados e municípios para a merenda escolar. Bolsonaro também vetou o reajuste do orçamento de institutos e universidades federais e de bolsas de permanência, informou o Estadão.  O veto refere-se à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece as bases para o orçamento do ano seguinte – no caso, 2023. O detalhamento dos recursos será apresentado na proposta de lei orçamentária, que deve ser enviada ao Congresso até o final de agosto.

Atualmente, pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o governo repassa apenas R$ 0,53 para alimentação de cada aluno matriculado na pré-escola e R$ 0,36 por aluno do ensino fundamental e médio. Nas creches, o repasse por criança é de R$ 1,07. O repasse é feito diretamente aos Estados e municípios, com base no Censo Escolar realizado no ano anterior ao do atendimento.

A LDO previa a correção, pela inflação, desses valores para a oferta de merenda escolar. O texto também protegia os orçamentos de universidades e institutos federais, evitando novos cortes de gastos na educação superior em 2023. O artigo previa que os recursos destinados a cada instituição no próximo ano não poderiam ser menores que os orçados em 2022 e ainda deveriam ser corrigidos pela inflação.

“Em que pese a boa intenção do legislador, a proposição contraria o interesse público tendo em vista que incluiria valores mínimos específicos para programações do Ministério da Educação (referentes a universidades e institutos em geral, bolsa permanência e alimentação escolar), corrigidos na forma do teto de gastos, mas contabilizados dentro dos limites individualizados do Poder Executivo”, argumentou o Ministério da Economia.

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