Em ato de natureza visivelmente eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro reuniu, nesta terça-feira, dezenas de líderes religiosos evangélicos no Palácio da Alvorada, e chegou a chorar no encontro ao comentar o episódio da facada em 2018.
Durante o evento com os pastores, Bolsonaro disse, numa inadmissível submissão do governo a setores religiosos, que dirige o país”para o lado” que eles “desejarem”.
Apesar de não ter um tema definido, o encontro serviu para as lideranças demonstrarem apoio a Bolsonaro, inclusive com menções veladas à sua reeleição. Aproxidamente 280 religiosos participaram do encontro, entre deputados federais, senadores e pastores.
— Seria muito fácil estar do outro lado. Mas, como eu acredito em Deus, se fosse para estar do outro lado, nós não seríamos escolhidos. Eu falo “nós” porque a responsabilidade é de todos nós. Eu dirijo a nação para o lado que os senhores assim o desejarem — declarou Bolsonaro.
A cerimônia ocorreu em um salão dentro do Alvorada e durou cerca de duas horas. Vinte e quatro pastores, de diversas igrejas e denominações, fizeram orações e discursos demonstrando apoio ao presidente. Também estavam presentes ministros do governo federal e parlamentares.
Entre os presentes estavam Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo, Abner Ferreira, da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, e Silas Malafaia, Assembleia de Deus Vitória em Cristo, um dos principais apoiadores do e Bolsonaro.
O encontro não consta da agenda oficial do presidente, mas foi comunicado à imprensa na segunda-feira pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) e foi transmitido na conta de Bolsonaro no Facebook.
Ao final da cerimônia, o presidente agradeceu a “manifestação de preocupação” apresentada pelos líderes religiosos:
— Agradeço do fundo do meu coração essa manifestação de preocupação com o futuro da nossa pátria, do nosso Brasil.






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