Bolsonaro recebeu 185 visitas na prisão domiciliar, aponta Alexandre de Moraes

Ministro do STF afirma que ex-presidente recebeu médicos, advogados, familiares e prestadores de serviço antes da suspensão temporária das visitas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, informou que o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu 185 visitas desde o início da prisão domiciliar. A informação consta da decisão divulgada nesta sexta-feira (17), na qual o magistrado manteve o regime domiciliar, mas suspendeu por 30 dias o direito do ex-presidente de receber novas visitas.

Segundo Moraes, o levantamento demonstra que Bolsonaro não esteve isolado durante o cumprimento da medida cautelar. O ministro utilizou os dados para rebater a alegação da defesa de que as restrições impostas poderiam gerar situação de incomunicabilidade. As informações são de Malu Gaspar, de O Globo.

Levantamento detalha visitas

De acordo com a decisão, Bolsonaro recebeu:

  • 70 visitas de médicos particulares;
  • 64 visitas de advogados;
  • 17 visitas do fisioterapeuta Kleber Freitas;
  • 18 visitas do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ);
  • 11 visitas de Carlos Bolsonaro (PL), candidato ao Senado por Santa Catarina;
  • 2 visitas do vereador Jair Renan Bolsonaro (PL).

Além disso, Moraes registrou seis visitas de prestadores de serviço à residência do ex-presidente, localizada no bairro Jardim Botânico, em Brasília.

Exceções à restrição

A suspensão temporária das visitas não se aplica à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, à filha do casal, Laura, nem à enteada Letícia, que vivem na mesma residência.

O ministro também destacou que Bolsonaro continua contando diariamente com a presença de uma cozinheira e de agentes responsáveis por sua segurança pessoal.

Moraes rebate argumento da defesa

Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que os registros demonstram que o ex-presidente permaneceu assistido durante todo o período da prisão domiciliar.

Ao justificar a medida, o ministro escreveu que é “patética” a alegação de que a restrição temporária de visitas resultaria na incomunicabilidade do ex-presidente.

A decisão foi proferida no contexto da análise do suposto descumprimento das condições impostas à prisão domiciliar após a divulgação de uma carta de conteúdo político atribuída a Bolsonaro.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo