Bolsonaro reage à defesa de Trump com versículo bíblico e apoio do filho

Ex-presidente critica julgamento no STF enquanto deputado elogia postura do americano

Após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recorreu às redes sociais para se manifestar, publicando um versículo bíblico. A medida de Trump foi acompanhada de críticas ao julgamento de Bolsonaro, em que o presidente americano acusou o Brasil de promover uma “caça às bruxas” em relação ao julgamento de seu aliado político no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na carta divulgada por Trump, ele criticou duramente a forma como o Brasil tem tratado o ex-presidente, afirmando que a perseguição judicial a Bolsonaro é “uma vergonha internacional”. Trump ainda ressaltou que o julgamento de Bolsonaro pela suposta tentativa de golpe não deveria ocorrer, definindo-o como parte de uma “caça às bruxas”. Em resposta, Bolsonaro publicou nas redes sociais o versículo de Provérbios 29:2, que diz: “Quando os justos governam, o povo se alegra. Mas quando os perversos estão no poder, o povo geme”. A postagem foi feita na plataforma Truth Social, horas após o anúncio das tarifas.

A reação de Bolsonaro gerou repercussão nas redes, com apoio de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em um comunicado, Eduardo elogiou a decisão de Trump e afirmou que a carta refletia a preocupação de muitos sobre o distanciamento do Brasil dos “valores e compromissos que compartilha com o mundo livre”. O deputado se uniu ao influenciador de direita Paulo Figueiredo, filho do ex-ditador João Figueiredo, para assinar uma carta em que criticavam a postura do governo brasileiro frente ao ex-presidente.

O anúncio das tarifas, que entraram em vigor a partir de 1º de agosto, foi uma retaliação de Trump ao governo brasileiro, especialmente após o julgamento de Bolsonaro no STF. A decisão do presidente americano gerou divisões no Brasil, com muitos bolsonaristas apoiando a medida, enquanto outros consideram os impactos econômicos adversos.

O caso vem exacerbando as tensões políticas entre o Brasil e os Estados Unidos, com a postura de Bolsonaro sendo vista como uma reação direta ao que ele considera uma perseguição política por parte do governo atual.

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