Bolsonaro já gastou R$ 8 milhões da vaquinha e ex-ministro pede novas doações por PIX

Gilson Machado diz que recursos foram usados com passagens, advogados e auxílio a Eduardo Bolsonaro nos EUA

Sob alegação de que os recursos arrecadados por Jair Bolsonaro (PL) estão se esgotando, o ex-ministro do Turismo e da Cultura Gilson Machado Neto (PL) publicou nas redes sociais vídeos em que convoca apoiadores do ex-presidente a retomarem as doações via PIX. A informação foi divulgada pela CNN Brasil nesta segunda-feira (20).

Segundo Machado, Bolsonaro já utilizou R$ 8 milhões dos R$ 17 milhões arrecadados em uma vaquinha iniciada em 2023, com o objetivo de cobrir despesas pessoais e jurídicas. “O presidente recebeu na outra campanha 17 milhões de reais, mas já gastou em um ano, 8 milhões. Já começou a desidratar, é por isso a nossa preocupação. A gente vai deixar o presidente desidratar?”, questionou o ex-ministro.

Ele afirmou que os recursos vêm sendo destinados a gastos como passagens aéreas, tratamentos de saúde e, principalmente, honorários advocatícios relacionados às investigações que envolvem Bolsonaro e aliados.

Gilson Machado também citou despesas com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que viajou aos Estados Unidos após ter o passaporte retido por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Aumentou a despesa dele [Bolsonaro], principalmente porque ele está tendo Eduardo Bolsonaro lá nos EUA, que ele está ajudando também, que não é barato morar nos EUA”, declarou o ex-ministro.

Em tom político, Machado aproveitou os vídeos para criticar adversários da esquerda, fazendo alusão ao escândalo de fraudes no INSS descoberto recentemente: “A nossa índole é pedir, e jamais colocar a mão no dinheiro dos aposentados, no dinheiro brasileiro, como a esquerda fez agora”.

Nos dois vídeos publicados, o ex-ministro exibiu a chave PIX de Jair Bolsonaro, incentivando os apoiadores a contribuírem financeiramente com o ex-presidente.

A movimentação acontece em um momento delicado para Bolsonaro, que enfrenta uma série de investigações em andamento no Supremo e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de restrições legais que o impedem de deixar o país.

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