Em discurso ao lado do bilionário Elon Musk, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a mentir sobre os desmatamento e queimadas na Amazônia e a criticar as pessoas que “vendem ou compram a imagem” de que o território da região não é preservado. Para Bolsonaro, o dono da Tesla ajudará o bioma a se tornar conhecido no mundo todo, como símbolo de preservação.
“A Amazônia para nós é muito importante. Sempre quando a gente fala em João 8:32 [passagem bíblica], sobre conhecer a verdade e ela nos libertar, nós defendemos, precisamos e contamos com o Elon Musk, para que a Amazônia seja conhecida no mundo todo”, disse Bolsonaro, em transmissão ao vivo no Facebook.
Em visita ao Brasil, o empresário, que está em processo de compra do Twitter, anunciou nesta sexta-feira (20/5) o lançamento da rede Starlink para 19 mil escolas em áreas rurais e monitoramento ambiental da Amazônia.
Em sua fala, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, novamente contrariando os dados oficiais, que a Amazônia é preservada e quem diz o contrário “difunde mentiras” que causam “malefícios” ao país, invertendo a realidade dos fatos. Nos últimos meses, ele discutiu com famosos que são ativistas contra o desmatamento, como Leonardo DiCaprio e Anitta.
“Mostrar a exuberância dessa região e como ela é preservada por nós e quantos malefícios causa para nós aqueles que difundem mentiras sobre essa região. Muito orgulhoso e feliz, então agradeço ao Elon Musk por essa passagem pelo Brasil”, finalizou.
Embora o presidente defenda que a Amazônia é preservada e que notícias sobre desmatamento no bioma são mentiras, de acordo com levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), há consecutivas e expressivas perdas na área.
O secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Petteri Taalas, conclamou nesta quarta-feira (18) o governo brasileiro a interromper o desmatamento na Amazônia, alertando para o grande impacto da situação atual sobre o clima em geral.
Na apresentação do relatório sobre o Estado do Clima Global em 2021, com dados que as Nações Unidas consideram alarmantes, ele destacou que “o desmatamento na região da Amazônia tem tido um grande impacto sobre o clima e, se você acrescentar esse componente às outras emissões vindas da América Latina, ele tem uma grande contribuição”.






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