Encerrando um boicote que sustentou por mais de seis meses, o presidente Jair Bolsonaro nomeou para ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral o advogado André Ramos Tavares, autor de pareceres encomendados pelo PT em 2018, para defender a candidatura de Lula à eleição presidencial, e em 2015, para defender o mandato da presidente Dilma Rousseff, ameaçada de impeachment.
Em nota publicada no blog que mantém no portal Globo, a jornalista Malu Gaspar lembra que André Tavares era um dos nomes de uma lista tríplice que o Supremo Tribunal Federal enviou à Presidência da República em maio – e que irritou Bolsonaro. O presidente achou que as opções que o STF lhe ofereceu equivaliam a uma provocação. Ele até cogitou de devolver a lista, mas foi convencido a não fazer isso, por falta de amparo legal. Então, segurou por seis meses a nomeação, afinal publicada em edição extra do Diário Oficial nesta quarta-feira.
Os outros dois nomes da lista são a advogada Vera Lúcia Santana, primeira mulher negra a integrar a lista tríplice do STF, e Fabrício Medeiros, que tinha o apoio do ministro Alexandre de Moraes e advogava para o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia – dois desafetos de Bolsonaro.
A vaga que André Ramos Tavares assumirá foi aberta pela renúncia do ministro Carlos Velloso Filho, em março, por motivo de saúde.





