O ex-presidente Jair Bolsonaro passou, na tarde desta terça-feira (30), por um novo procedimento médico para tentar controlar uma crise persistente de soluços. Essa foi a terceira intervenção do tipo realizada desde sua internação no Hospital DF Star, em Brasília.
Na segunda-feira (29), Bolsonaro já havia sido submetido a um procedimento semelhante. Apesar da nova tentativa, os episódios de soluços voltaram, segundo relataram mais cedo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente.
De acordo com a equipe médica, Bolsonaro deverá passar por uma endoscopia digestiva alta nesta quarta-feira (31), véspera de Ano Novo, para avaliação de um possível quadro de refluxo gastroesofágico. A previsão é de que ele permaneça internado durante o réveillon.
Nota médica detalha quadro clínico
Em comunicado oficial, os médicos informaram que o ex-presidente segue em cuidados pós-operatórios após cirurgia de hérnia inguinal bilateral, realizada por via convencional. Ele apresentou novos episódios de soluços e precisou de uma complementação do bloqueio anestésico dos nervos frênicos bilaterais.
A nota também destaca que Bolsonaro continua em fisioterapia respiratória, utiliza CPAP durante a noite e recebe medidas preventivas contra trombose. O acompanhamento clínico segue constante, sem previsão imediata de alta hospitalar.
A internação do ex-presidente foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após perícia da Polícia Federal apontar a necessidade de intervenção médica durante o cumprimento da pena.
Internação ocorre durante cumprimento de pena
Bolsonaro cumpre sentença em regime fechado na superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após condenação pelo STF no processo que apurou a tentativa de golpe de Estado. A transferência para o hospital ocorreu na última quarta-feira, quando foi diagnosticada a hérnia inguinal bilateral.
Desde então, esta é a terceira vez que o ex-presidente precisou ir ao centro cirúrgico. No sábado, foi realizado um bloqueio anestésico do nervo frênico no lado direito, seguido do mesmo procedimento no lado esquerdo, feito na segunda-feira.
O cirurgião Cláudio Birolini afirmou que, caso não haja novas intercorrências, a expectativa é que Bolsonaro permaneça internado ao menos até o dia 1º de janeiro.
Apneia do sono e hipertensão preocupam médicos
Além das crises de soluços, a equipe médica identificou que o ex-presidente sofre de apneia do sono severa. Segundo Birolini, um exame de polissonografia apontou cerca de 50 episódios de apneia por hora, indicando a necessidade de uso contínuo de equipamentos para melhorar a respiração durante o sono.
O cardiologista Brasil Caiado também relatou episódios de hipertensão arterial durante o período de internação. No último sábado, Bolsonaro apresentou um pico hipertensivo, exigindo ajuste na medicação e uso de remédios intravenosos durante e após um dos procedimentos.
Até o momento, não há uma data definida para a alta hospitalar do ex-presidente, que segue sob observação médica intensiva em Brasília.






Deixe um comentário