Mais ou menos 50 pessoas vieram pra festa de 50 anos do Marcelo. Adultos, crianças. Foi em um salão do clube. Há pouco tempo, foram instaladas câmeras de segurança no espaço. E foram as imagens gravadas por elas que mudaram para sempre a vida de todos que estavam no local.
Pelo celular, os diretores da Aresf, o clube formado por agentes de segurança pública e privada, conseguem acessar as imagens do circuito de câmeras em tempo real.
Um deles estava a 700 metros da Aresf, em outra associação, a Assemib, em um churrasco. Por volta das 21h, ele acessou as imagens pelo celular e viu a comemoração de Marcelo.
Ao lado dele, estava o agente federal de execução penal Jorge Guaranho. Nas redes sociais, a maioria das postagens de Jorge fazem menção ao presidente Jair Bolsonaro. Ele chegou a tirar uma foto com o filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro.
Em depoimento à polícia, o diretor que monitorava o clube à distância relata o momento em que viu as imagens.
Diretor: Eu sabia que era uma festa, mas não sabia qual seria o tema, esse tipo de coisa.
Delegada: Mas ficou sabendo quando viu a imagem.
Diretor: Isso, exatamente. Estava próximo ao churrasqueiro junto com o Guaranho. Tava, acho, que atrás de mim. E ele viu. E falou: ‘na Aresf?’. Falei, ‘sim’.
Coincidência estranha
Foi encontrado morto neste domingo (17) em Medianeira (PR) o vigilante Claudinei Coco Esquarcini, um dos diretores da Associação Recreativa Esportiva Segurança Física de Itaipu (Aresf), em Foz do Iguaçu (PR), onde o policial penal bolsonarista Jorge Guaranho assassinou o guarda municipal e tesoureiro do PT Marcelo Arruda no último dia 9.
A informação foi confirmada ao site Metrópoles pela defesa da família de Arruda e pela Polícia Civil do Paraná. A policia confirma se tratar de suicídio.
Os advogados pedem nesta segunda-feira (18) à 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu a quebra de sigilo do telefone celular de Claudinei. “Foi da reunião festiva entre estes [churrasco do qual Guaranho participava], no dia dos fatos, após visualização das câmeras, disponibilizada de uma forma ou outra por ambos, em conjunto ou isoladamente, com a participação ou não de Claudinei Coco Esquarcini ou de outros ainda não identificados, que o assassino partiu para matar Marcelo. Tais imagens estavam, disponíveis aos diretores da Aresf. Quem são? De que forma atuaram ou não? Partícipes ou não no fato criminoso? A quem Claudinei as disponibilizou? Quem tinhas as senhas de acesso?”.
A defesa também quer que o presidente do clube onde o crime ocorreu, Aresf, Antonio Marcos de Souza, forneça a “relação completa dos membros da diretoria da Aresf, relacionando nome completo, RG, CPF e endereço, bem como número dos respectivos celulares”.






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