O bicheiro Jeferson Tepedino Carvalho, conhecido como Feijão, foi solto no último dia 21 por decisão do desembargador Joaquim Domingos de Almeida Netto, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Carvalho, apontado pelo Ministério Público fluminense como braço direito e sócio do bicheiro Rogério de Andrade, estava detido no Presídio Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1), desde julho de 2023penitenciária de segurança máxima.
A decisão do desembargador determinou que Feijão use tornozeleira eletrônica e se apresente mensalmente à Justiça. Carvalho ficou foragido por um ano após ser denunciado na Operação Calígula, que também levou à prisão da delegada Adriana Belém e focou em contraventores do Rio de Janeiro. Ele foi capturado em uma blitz da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no ano passado.
Na sua decisão, o desembargador Netto argumentou que a organização criminosa chefiada por Rogério de Andrade, na qual Feijão era um dos principais membros, teve “tempo razoável” para ser desarticulada. Netto também destacou que Rogério de Andrade foi recentemente liberado de todas as suas penas pelo ministro do STF Kassio Nunes Marques.
“Já tendo se passado tempo razoável da desarticulação da suposta organização criminosa em razão da prisão preventiva que já perdura há quase um ano, parece que não subsistem as mesmas facilidades que levariam o paciente a repetir atos análogos”, alegou o desembargador na decisão.
O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) disse na Operação Calígula que Feijão era considerado o “01” de Rogério de Andrade, que controlava até pessoas que teriam acesso ao contraventor. Ele era também, segundo os promotores, responsável pela gestão de casas de jogos e que participava na segurança e da vida pessoal de Rogério de Andrade.
O MP do Rio disse que de forma “consciente e voluntária”, Feijão agia com outras pessoas na exploração dos jogos de azar no Rio de Janeiro. Entre os nomes citados, estão os do assassino de Marielle Franco e do ex-bombeiro Maxwell Simões Correa, o Suel, ambos presos por ligações com a morte da vereadora e de seu motorista, Anderson Gomes.
Com informações do Metrópoles.





