A Justiça Federal avalia a possibilidade de transferir Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, de um presídio federal em Brasília para o complexo penitenciário de Bangu 8, no Rio de Janeiro.
Apontado pela Polícia Federal como um dos principais nomes do jogo do bicho no estado, ele é descrito como um dos líderes mais violentos da atividade criminosa. A eventual mudança depende de trâmites administrativos e da confirmação da disponibilidade de vaga no sistema prisional fluminense.
Possível transferência para o sistema prisional do Rio
A 3ª Vara Federal Criminal encaminhou um ofício à Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro questionando a capacidade do estado de receber o detento. Em resposta, o órgão informou que há condições de custódia.
Com isso, o caminho fica aberto para que a transferência seja efetivada, caso haja decisão favorável da Justiça. A movimentação reforça a articulação entre autoridades federais e estaduais no gerenciamento de presos considerados de alta periculosidade.
Ala de Bangu 8 reúne presos de grande repercussão
Se a transferência for concretizada, Adilsinho deverá ser alocado na mesma ala onde já estão nomes conhecidos do noticiário policial e político. O espaço dentro de Bangu 8 ganhou o apelido de “retiro dos artistas”, devido ao perfil dos detentos.
Entre os presos na unidade estão Rivaldo Barbosa e Domingos Brazão, condenados como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, além do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar.
Acusações envolvem homicídios e contrabando
Adilsinho é investigado por ser o mandante de diversos homicídios ligados a disputas no jogo do bicho, além de conflitos com grupos envolvidos no comércio ilegal de cigarros e outras atividades de contrabando.
As acusações reforçam o grau de periculosidade atribuído ao bicheiro pelas autoridades, o que explica sua permanência até então em um presídio federal de segurança máxima.
A decisão final sobre a transferência ainda não foi divulgada, mas o caso segue em análise pela Justiça Federal.





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