Barroso reage a críticas de Cláudio Castro à ADPF das Favelas por limitar ações policiais contra o crime organizado no Rio

ADPF das Favelas fixa regras mais rígidas para a realização de operações nas comunidades do Rio de Janeiro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, reagiu nesta quarta-feira (26) às críticas que o governador Cláudio Castro (PL) tem feito à ADPF das Favelas, por limitar ações policiais contra o crime organizado, classificando-as como “balela”.

As declarações do ministro foram feitas durante o CEO Conference Brasil 2025, evento da BTG Pactual, em São Paulo (SP).

Durante o painel Segurança Jurídica no Brasil, Barroso foi questionado sobre a competência do Judiciário em relação à segurança pública e às intervenções do STF ao limitar ações policiais para combater a criminalidade. A ADPF das Favelas tem sido criticada pela gestão de Castro, por limitar as ações policiais.

“Essa é uma ‘balela’ difundida erradamente por um governador [Cláudio Castro] que não tem conseguindo enfrentar a segurança pública”, opinou Barroso.

“O que se decidiu na ADPF [das Favelas] – e que nós vamos revisitar agora na volta do Carnaval – é que a polícia não pode entrar no morro atirando a esmo, matando as pessoas, matando gente inocente. Portanto, é completamente diferente se proibir o policiamento de você dizer que não pode ter diariamente crianças mortas por trocas de tiros irresponsáveis em comunidades pobres, ressaltou.

Segundo o Barroso, todos os ministros da Corte têm se reunido para discutir a segurança pública, tendo como epicentro o Rio de Janeiro, mas pensando em todo o país.

O presidente do STF afirmou que nem a esquerda, nem a direita, sabem lidar bem com o tema da segurança pública. Ele citou que um lado se justifica a criminalidade pela questão da pobreza e, de outro, se justifica o combate com a morte.

Protocolada pelo PSB em 2019, a ADPF das Favelas visa reduzir a letalidade policial em comunidades do Rio de Janeiro, fixando regras mais rígidas para a realização de operações nessas comunidades.

Com informações do Valor Econômico

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