Barroso nega por motivos processuais pedido para PMs de São Paulo usarem câmeras no uniforme, mas afirma que é a favor do equipamento

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido para restabelecer a obrigação de policiais militares de São Paulo utilizarem câmeras corporais durante operações em resposta a ataques a integrantes da corporação. Barroso ressaltou que considera o uso do equipamento importante, mas negou a ação por questões processuais e por…

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido para restabelecer a obrigação de policiais militares de São Paulo utilizarem câmeras corporais durante operações em resposta a ataques a integrantes da corporação. Barroso ressaltou que considera o uso do equipamento importante, mas negou a ação por questões processuais e por motivos financeiros.

Barroso analisou um pedido apresentado pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo contra decisão do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Em setembro, Ricardo Anafe, suspendeu uma decisão de primeira instância que obrigava o uso de câmeras corporais pelos policiais que participam de operações destinadas a coibir ações contra a própria polícia.

Em decisão deste sábado, Barroso afirmou que a adoção de câmeras nas fardas é “uma medida constitucionalmente legítima e socialmente desejável”, mas disse que reverter a decisão do TJ traria “implicações de ordem financeira e operacional, que produziriam impactos complexos”. O presidente do STF citou uma estimativa de gasto adicional entre R$ 330 milhões e R$ 1 bilhão.

“Na visão desta Presidência, a utilização de câmeras é muito importante e deve ser incentivada. Porém, não se justifica a intervenção de urgência e excepcional de uma suspensão de liminar”, escreveu.

Com informações de O Globo.

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