Moradores de bairros da Zona Oeste do Rio e de cidades da Baixada Fluminense podem ficar mais de 72 horas sem abastecimento de água após o rompimento, pelo segundo dia consecutivo, da tubulação interna da Estação de Tratamento de Água (ETA) localizada em Nova Iguaçu. Segundo a Rio+Saneamento, o fornecimento segue interrompido neste sábado (7), com previsão de retomada apenas de forma gradual.
Além da falta d’água, os vazamentos provocaram alagamentos em ruas e residências da região, gerando prejuízos a moradores. A concessionária alerta que o impacto será mais severo nas áreas de ponta de rede e em ruas mais elevadas, mesmo após a conclusão dos reparos.
Segundo rompimento e redução da produção
De acordo com a Cedae, o segundo rompimento ocorreu depois que técnicos concluíram dois reparos na mesma tubulação. No momento em que o sistema começou a ser retomado, o aumento da pressão interna acabou provocando um novo incidente.
Até o fim do serviço, a ETA Guandu opera com apenas 55% da capacidade. Em comunicado, a companhia informou que trabalha para restabelecer totalmente a produção no menor prazo possível e pediu desculpas à população pelos transtornos.
Bairros da Zona Oeste afetados
Na capital, o desabastecimento atinge bairros da Zona Oeste como Bangu, Barra de Guaratiba, Campo dos Afonsos, Campo Grande, Cosmos, Deodoro, Gericinó, Guaratiba, Ilha de Guaratiba, Inhoaíba, Jardim Sulacap, Jabour, Magalhães Bastos, Paciência, Padre Miguel, Pedra de Guaratiba, Realengo, Santa Cruz, Santíssimo, Senador Camará, Senador Vasconcelos, Sepetiba, Vila Kennedy e Vila Militar.
A orientação da concessionária é para que os moradores façam uso consciente da água armazenada e evitem atividades de alto consumo até a normalização do sistema. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone 0800 772 1025, que também funciona como WhatsApp, e pelo site oficial da empresa.
Impacto na Baixada e na capital
O problema também afetou municípios da Baixada Fluminense atendidos por outras concessionárias. A Águas do Rio informou que teve o sistema interrompido em Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Queimados e São João de Meriti. A ocorrência repercute ainda na distribuição de água em áreas da Zona Sul, Zona Norte e Centro do Rio.
O primeiro vazamento foi registrado no início da tarde de quinta-feira (5), na altura do km 32 da Estrada Rio–São Paulo, na Baixada Fluminense. A força da água alagou ruas e casas, derrubou muros, provocou desabamentos de telhados e danificou veículos estacionados próximos ao local.
Após cerca de 30 horas de trabalho, a Cedae informou a conclusão do reparo, mas um novo rompimento ocorreu em seguida, interrompendo novamente o abastecimento.
Vazamento em Xerém agrava cenário
Na noite de quinta-feira (5), uma tubulação de grande porte também se rompeu em Xerém, distrito de Duque de Caxias, praticamente no mesmo ponto onde uma adutora havia estourado no fim de janeiro. Para a realização do reparo, foi necessário suspender temporariamente o fornecimento de água do município, abastecido pelo Sistema Acari.
O vazamento afetou localidades como Xerém, Mantiqueira, Alto da Serra, Santo Antônio, Taquara, Barro Branco, Imbariê, Parada Angélica, Santa Lúcia, Jardim Anhangá, Parada Morabi, Cidade Parque Paulista, Santa Cruz da Serra, Chácaras Rio–Petrópolis, Parque Eldorado, Lamarão, Parque Capivari, Cidade dos Meninos, Amapá, Pilar, Figueira, Jardim Primavera, Saracuruna, Cângulo e Chácaras Arcampo, ampliando os transtornos para a população da Baixada Fluminense.






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