A companhia aérea Azul está trabalhando com o banco Citigroup e a gestora Guggenheim Partners para avaliar uma oferta pela Gol Linhas Aéreas Inteligentes, disseram fontes que participam das negociações. As ações da Azul registravam alta de 5,21%, enquanto as da Gol subiam 5,16%.
As duas empresas estão assessorando a Azul, que avalia diversas opções, incluindo a aquisição completa da concorrente, disse uma das fontes, que pediu para não ser identificada. Procurada, a Azul não retornou. Guggenheim e Citi não quiseram comentar.
Uma proposta de compra teria, obrigatoriamente, de passar pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão regulador da concorrência.
A Gol, que tem sede em São Paulo, pediu recuperação judicial nos Estados Unidos, com R$ 20 bilhões em dívidas. No processo, conseguiu aumentar o seu financiamento de US$ 950 milhões para US$ 1 bilhão.
A Azul e a Gol fazem parte de um trio de companhias aéreas – incluindo a Latam, que tem sua sede em Santiago – que dominam as viagens aéreas no maior mercado da América Latina. Embora ambas as companhias atendam algumas rotas de grande tráfego, a Gol está mais concentrada em voos entre São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, enquanto a rede da Azul para outras cidades é mais ampla.
A Azul espera que a falta de sobreposição entre as aéreas aumente suas chances de obter aprovação regulatória caso faça uma oferta, disse a fonte.
Ao ser questionado sobre uma potencial fusão com a Gol, o CEO da Azul, John Peter Rodgerson, disse à Bloomberg News que sua companhia monitora de perto a situação.
– Temos a obrigação, para com os acionistas, de olhar todas as oportunidades – afirmou, sem dar detalhes.
Apesar do aumento das tarifas no ano passado e da demanda, as finanças de ambas as empresas foram afetadas pelo aumento dos preços dos combustíveis de aviação e pelos atrasos na produção de novas aeronaves.
A Azul procurou fortalecer seu balanço ao cortar custos e fechar acordos com locadores. A empresa também adiou o pagamento de dívida trocando títulos com vencimento em 2024 e 2026 por títulos com vencimentos posteriores que pagavam juros mais altos.
Com informações de O Globo.





