Avenida Brasil é fechada na altura de Guadalupe após ataque a tiros contra policiais civis

Dois agentes e um motorista ficaram feridos, segundo as primeiras informações; Polícia Civil diz que equipes da DHBF foram atacadas quando passavam pela via

A Avenida Brasil foi fechada, no início da tarde desta quarta-feira (8), na altura de Guadalupe, na Zona Norte do Rio, por causa de um tiroteio nas proximidades da comunidade do Muquiço. De acordo com as primeiras informações, pelo menos dois policiais civis, um homem e uma mulher, foram baleados. O agente, atingido na cabeça, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Policiais de diferentes regiões foram enviados para reforçar a segurança no local com viaturas e veículos blindados. O Centro de Operações e Resiliência (COR) da prefeitura fez um alerta para que motoristas evitassem a região.

A ocorrência provocou reflexos no trânsito da via expressa, uma das principais ligações entre a Zona Oeste, a Zona Norte e o Centro, e afetou a circulação de transporte público. O Rio Ônibus destacou que 36 linhas enfrentam atrasos. São elas:

  • 300 (Sulacap-Candelária)
  • 369 (Bangu-Candelária)
  • 378 (Marechal Hermes-Castelo)
  • 384 (Pavuna-Passeio)
  • 386 (Anchieta-Candelária)
  • 388 (Cesarão-Candelária)
  • 393 (Bangu-Candelária)
  • 397 (Campo Grande-Candelária)
  • 399 (Pavuna-Passeio)
  • SV624 (Mariópolis-Praça da Bandeira)
  • 669 (Pavuna-Méier)
  • SV669 (Pavuna-Méier)
  • 737 (Santíssimo-Cascadura)
  • 753 (Santa Cruz-Coelho Neto)
  • 754 (Santa Cruz-Terminal Deodoro)
  • 756 (Santa Cruz-Coelho Neto)
  • 757 (Sepetiba-Coelho Neto)
  • SP759 (Cesarão-Terminal Deodoro)
  • 759 (Cesarão-Coelho Neto)
  • 764 (Catiri-Terminal Deodoro)
  • 765 (Mendanha-Terminal Deodoro)
  • 770 (Campo Grande-Coelho Neto)
  • 771 (Campo Grande-Coelho Neto)
  • 777 (Padre Miguel-Madureira)
  • 785 (Marechal Hermes-Cascadura)
  • 790 (Campo Grande-Cascadura)
  • SV790 (Campo Grande-Cascadura)
  • 796 (Campo Grande-Terminal Deodoro)
  • 798 (Campo Grande-Terminal Deodoro)
  • 799 (Pavuna-Bangu Shopping)
  • 853 (Mato Alto-Terminal Deodoro)
  • SV853 (Mato Alto-Terminal Deodoro)
  • 908 (Term. Deodoro-Bonsucesso)
  • 926 (Senador Camará-Penha)
  • 2303 (Cesarão-Castelo)
  • 2336 (Campo Grande-Castelo)

Em nota, a Polícia Civil informou que agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) faziam diligências na região de Guadalupe quando foram atacados enquanto trafegavam pela Avenida Brasil.

Segundo informações iniciais, quatro policiais da especializada estavam dentro de uma viatura descaracterizada quando traficantes da Favela do Muquiço atiraram contra os agentes, que foram socorridos para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. O homem levou um tiro na cabeça e chegou já em estado grave, não resistindo aos ferimentos. Já a agente, baleada na perna direita, segue internada e está estável.

Segundo a instituição, equipes de diversas unidades seguiram até o local para prestar apoio. Pelo menos 30 viaturas e veículos blindados foram enviadas para reforçar a segurança e avançavam pela comunidade para tentar prender os traficantes que atiraram contra os policiais.

Dois helicópteros da instituição sobrevoavam a região. Até o momento, dois suspeitos estão presos.

“A Polícia Civil reforça que ataques contra agentes de segurança pública representam um ataque direto ao Estado e seguirá atuando de forma firme e permanente no combate às facções e na repressão a criminosos”, afirmou a corporação.

A ocorrência ainda está em andamento.

Por conta do confronto, duas escolas da Secretaria Estadual de Educação suspenderam as aulas e uma unidade de atenção primária da Secretaria Municipal de Saúde suspendeu o funcionamento para a segurança de profissionais e usuários, e outra avaliava a possibilidade de abrir.

Chefe do tráfico do Muquiço foi preso no mês passado

A comunidade do Muquiço era apontada pelas forças de segurança como área de atuação de Bruno da Silva Loureiro, de 43 anos, conhecido como Coronel do Muquiço. Ele foi preso no mês passado no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, onde estava internado para tratar uma infecção.

Segundo a Polícia Militar, Bruno estava prestes a passar por um procedimento cirúrgico quando foi capturado. Ele é apontado como chefe do tráfico no Muquiço, entre Guadalupe e Deodoro, e considerado uma das principais lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP) na Zona Oeste.

Ainda de acordo com as investigações, Coronel do Muquiço acumula anotações por crimes como homicídio, tráfico de drogas, roubo, lesão corporal, receptação, porte ilegal de arma e associação criminosa.

Entre os crimes atribuídos a ele está o assassinato de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, morta após se recusar a sair com um traficante durante um baile funk em Senador Camará, em agosto do ano passado. A jovem foi retirada da festa, espancada e torturada antes de ter o corpo abandonado na porta de casa.

Bruno também é apontado como mandante da execução de Vitor Lima da Cunha, morto em 2022 após trocar o TCP pelo Comando Vermelho. O caso levou ao indiciamento do ex-assessor do deputado estadual Val Ceasa, Michael Johnny Vianna de Azevedo, suspeito de participar do pagamento pelo homicídio.

O nome de Coronel do Muquiço também apareceu nas investigações do Ministério Público que apuram ligações entre integrantes e ex-integrantes do gabinete do deputado Val Ceasa e membros da facção criminosa.

Policiais civis são baleados em ataque a tiros na Avenida Brasil, em Guadalupe; vídeo

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo