Aumento de furtos e vandalismo leva Prefeitura do Rio a usar cimento e resina para fixar ou substituir peças em locais públicos

Cerca de 40% dos R$ 2 milhões anuais disponíveis para a conservação de monumentos e chafarizes são utilizados para reparar danos causados por atos de vandalismo

O aumento de furtos e atos de vandalismo contra monumentos históricos no Rio de Janeiro vem preocupando a prefeitura e levando a medidas drásticas para proteger essas estruturas. Diversas peças icônicas, como os óculos de Drummond em Copacabana e a cadeira de Noel Rosa em Vila Isabel, foram alvo de danos e tentativas de furto.

Para combater esses problemas, a prefeitura adotou o uso de resina e concreto nas estruturas dos monumentos. Por exemplo, na estátua de Noel Rosa, foi aplicado concreto na base para impedir tentativas de remoção. O busto de Marcílio Dias, na Praça Onze, também está sendo reforçado após ter sido danificado por pedradas em uma tentativa de furto.

A secretaria de Conservação afirmou que as serras utilizadas pelos criminosos para furtar metal não conseguem cortar o concreto aplicado nas estruturas. Além disso, peças originais de bronze estão sendo substituídas por réplicas de resina, mais difíceis de serem vendidas no mercado ilegal de metais.

Apesar das medidas preventivas, como o uso de resina e concreto, a manutenção dos monumentos vandalizados tem consumido parte significativa do orçamento destinado pela prefeitura para esse fim.

Cerca de 40% dos R$ 2 milhões anuais disponíveis para a conservação de monumentos e chafarizes são utilizados para reparar danos causados por atos de vandalismo.

Vera Dias, gerente de monumentos e chafarizes, lamenta que o foco atual seja mais na reparação do que na proteção contra o desgaste natural ao longo do tempo. Ela destaca que os danos causados pelos atos de vandalismo estão superando os causados pela simples deterioração dos monumentos históricos.

Com informações do g1.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading