Tropas do exército israelense realizaram, neste domingo (10), um ataque aéreo contra uma tenda utilizada por correspondentes da Al Jazeera próxima ao Hospital Al Shifa, na Faixa de Gaza. O bombardeio resultou na morte dos jornalistas Anas Al-Sharif e Mohammed Qreiqeh, além dos cinegrafistas Ibrahim Daher e Mohammed Noufal. Outros profissionais da imprensa ficaram feridos, e o pronto-socorro do hospital foi destruído, conforme relatos de fontes locais e da própria Al Jazeera.
Segundo o diretor do Complexo Médico Al Shifa, os jornalistas faleceram diretamente devido ao ataque que atingiu a tenda onde trabalhavam. A ofensiva ocorre em meio a uma campanha de incitação promovida pelo porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), com o objetivo de afastar jornalistas da região norte de Gaza e silenciar a imprensa.
Israel divulgou, mais cedo, um comunicado acusando Anas Al-Sharif de atuar como integrante do movimento Hamas, qualificando-o como “terrorista” e chefe de uma célula responsável por ataques contra civis israelenses e tropas. Em mensagem divulgada no Telegram, o exército afirmou:
“Há pouco tempo, na Cidade de Gaza, as IDF atingiram o terrorista Anas Al-Sharif, que se passava por jornalista da rede Al Jazeera. Ele atuava como chefe de uma célula terrorista da organização Hamas, promovendo ataques com foguetes.”
A Al Jazeera rejeita as acusações e, em julho, classificou as alegações israelenses como parte de uma campanha para justificar o assassinato de seus profissionais e restringir a liberdade de imprensa numa zona de conflito, onde a proteção dos jornalistas é garantida pelo direito internacional.






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