Ataque de Israel contra o Irã mata ao menos 6 cientistas nucleares

Os ataques atingiram múltiplos alvos em território iraniano, incluindo a capital Teerã e uma instalação de enriquecimento de urânio no centro do país

Ao menos seis cientistas nucleares iranianos morreram nos bombardeios realizados por Israel nesta sexta-feira (13), segundo informou a agência estatal Tasnim. Os ataques atingiram múltiplos alvos em território iraniano, incluindo a capital Teerã e uma instalação de enriquecimento de urânio no centro do país, considerada estratégica para o programa nuclear do Irã.

“Abdolhamid Minouchehr, Ahmadreza Zolfaghari, Amirhossein Feqhi, Motalleblizadeh, Mohammad Mehdi Tehranchi e Fereydoun Abbasi foram os cientistas nucleares martirizados no ataque de Israel”, anunciou a agência.

Mohammad Mehdi Tehranchi, um dos mortos, foi presidente da Universidade Islâmica Azad do Irã. Já Fereydoun Abbasi dirigiu a Organização de Energia Atômica do país, uma das instituições centrais no avanço do programa nuclear iraniano. A presença de ambos na lista de vítimas indica que os alvos atingidos não se restringiram a estruturas militares, mas também a centros de conhecimento científico e pesquisa.

Mortes no alto comando militar

Além dos cientistas, os ataques também mataram o chefe da Guarda Revolucionária Iraniana, general Hossein Salami, e o comandante do Estado-Maior das Forças Armadas, general Mohammad Bagheri. Ambos ocupavam cargos de extrema relevância dentro da estrutura militar iraniana e eram figuras centrais na formulação da resposta estratégica do país diante do conflito com Israel.

Hossein Salami, nascido em 1960, era conhecido por sua retórica agressiva e pelo alinhamento direto com o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Frequentemente visto em programas de televisão estatal, Salami fazia discursos inflamados contra Israel e os Estados Unidos, representando a ala mais radical do regime iraniano.

No mês passado, ao comentar a possibilidade de uma ofensiva israelense, declarou: “Se cometerem o menor erro, abriremos as portas do inferno para vocês”.

Escalada do conflito e alvos estratégicos

A ofensiva desta sexta-feira representa um dos mais agressivos movimentos israelenses desde o início da escalada regional envolvendo o Irã e seus aliados. Segundo relatos da imprensa local e internacional, além das vítimas humanas, os ataques atingiram áreas residenciais e instalações críticas relacionadas ao programa nuclear iraniano — um dos pontos de maior tensão na relação entre Teerã e Tel Aviv.

Israel não confirmou oficialmente os alvos atingidos, mas autoridades do país vêm reiterando que ações preventivas contra o avanço nuclear do Irã são parte de sua doutrina de segurança nacional.

A morte simultânea de cientistas e generais de alto escalão representa um golpe duplo ao Irã, afetando tanto sua capacidade militar quanto seu programa de desenvolvimento nuclear. A resposta de Teerã ainda não foi anunciada, mas a expectativa é de uma retaliação que pode ampliar ainda mais o já grave cenário de instabilidade no Oriente Médio.

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