A temporada de balões está apenas começando: vai de abril a agosto. Trata-se de uma atividade que, festiva para alguns e ilegal para todos, pode provocar mortes e mantém aeroportos em prontidão permanente. Desde o início do ano, funcionários do Santos Dumont avistaram 69 dessas ameaças aéreas.
Em um domingo, dia 7, a aparição no horizonte obrigou voos a mudarem de rota. Uma semana depois, dia 14, no mesmo Santos Dumont, a preocupação aumentou com a queda de um artefato, seguida de princípio de incêndio em plena pista. E
Em municípios da Região Metropolitana, os casos se multiplicam. Mesmo incorrendo em crime ambiental previsto por lei, grupos envolvidos com a prática não se intimidam e divulgam a soltura de balões pelas redes sociais. A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) investiga a associação de quadrilhas de baloeiros com a milícia e o tráfico.
Na semana passada, agentes da DPMA fizeram ações em Nova Iguaçu, na Taquara e em São Gonçalo, onde foi apreendido um barco usado em operações de resgate —depois de soltos, esses gigantes do ar, cuja produção pode consumir até R$ 20 mil, são caçados pela cidade.
Quem consegue capturá-los pode soltá-los de novo ou mesmo revendê-los. Em uma dessas expedições, quando um balão caiu nas dependências do Galeão, em 2020, criminosos e policiais chegaram a trocar tiros. A gana por resgatar balões é alvo de disputas entre grupos.
Segundo investigações, as quadrilhas estão concentradas em Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada, e em São Gonçalo, além das Zonas Oeste e Norte do Rio. Na Vila do Pinheiro, no Complexo da Maré, em registro de 2018, um balão de 26 metros sobe aos ares e é possível ouvir uma rajada de tiros de fuzil, com pessoas comemorando ao fundo.
(Com informações do Globo)





