O assessor Nahuel Medina, que trabalha para o candidato do PRTB à prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal, não comparecerá ao debate da TV Record marcado para este sábado, conforme informou a campanha do ex-coach. Durante o último debate, realizado pelo grupo Flow na segunda-feira, Medina deu um soco em Duda Lima, marqueteiro do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Segundo o advogado de Marçal, Tassio Renam, Medina não estará presente por falta de vagas no estúdio, que foram distribuídas pela emissora aos assessores. — Ele não irá, não há vagas — afirmou Renam de maneira sucinta.
Contudo, em um evento de campanha realizado nesta sexta-feira (27), o próprio Pablo Marçal declarou que não existe nenhuma regra que impeça a participação de Medina no debate de sábado.
– Não tem nenhuma restrição para ele ir. Tudo normal. Duda Lima começou tomando o celular. Se o Duda quiser manter distância, melhor ele não ir – disse Marçal na tarde desta sexta-feira na Vila Granada, zona leste de São Paulo.
A campanha de Marçal afirma que o candidato vai manter o “arquétipo republicano” no debate, como prometido desde o encontro no SBT, na semana passada.
Porém, ataques “surpresa” podem ocorrer, como fez o ex-coach no fim do debate do grupo Flow, já nas considerações finais. Aliados de Marçal afirmam que ele analisa o cenário de momento e toma as decisões com o andar da carruagem.
Na pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, Marçal oscilou dois pontos positivamente nas intenções de voto, de 19% para 21%. Adversários temem que o crescimento funcione como uma licença para o ex-coach se sentir à vontade com suas estratégias, sendo ora republicano, ora rebelde, ora palhaço, como ele mesmo se descreveu no debate do SBT.
A variação de perfil estabelecida por Marçal serve justamente para desestabilizar os demais candidatos, avaliam as campanhas.
– Eu passei no arquétipo rebelde, depois, para atender os palhaços, de palhaço, e agora de governante – disse na semana passada.
A gravação dos bastidores com celulares será proibida no debate da TV Record, segundo coluna da jornalista Malu Gaspar, do Globo. Também foi acordada a distribuição de pelo menos um segurança para cada grupo de assessores na plateia.
As regras também passaram a prever que “irregularidades” cometidas por assessores ou convidados podem gerar punição aos próprios candidatos, que estarão sujeitos à suspensão do tempo de fala nas considerações finais ou até mesmo à exclusão do debate, “a depender da gravidade do fato” que causou a punição.
A coluna ainda contou que as regras originais concediam um tempo fixo de dois minutos para perguntas e quatro minutos para respostas, o período poderia ser administrado pelo candidato durante o debate. No lugar, será adotado o esquema tradicional com tempo fixo para perguntas (30 segundos), respostas (2 minutos), réplicas (1 minuto e 30 segundos) e tréplicas (2 minutos), sempre administradas pelo mediador, o jornalista Eduardo Ribeiro.
Com informações de O Globo.





