As investigações do caso envolvendo o assassinato de Vinícius Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, no dia 8 de novembro, trouxeram à tona novas informações sobre os suspeitos. Kauê do Amaral Coelho, identificado como o olheiro da quadrilha, e Matheus Augusto de Castro Mota, suspeito de apoiá-lo no monitoramento de Gritzbach, já tinham histórico de ligação pessoal e profissional. Ambos tiveram a prisão decretada pela Justiça.
Em 2022, Kauê foi preso com mais de 1.000 comprimidos de MDA, droga popularmente conhecida como “bala”, sob suspeita de tráfico. Durante o processo, Matheus testemunhou a favor de Kauê, afirmando que eram amigos próximos e sócios de uma adega, declaração confirmada pelo próprio Kauê. Com base nos depoimentos, o juiz Marcus Alexandre Manhães Bastos desclassificou a denúncia de tráfico para porte de drogas, considerando crível que Kauê tivesse adquirido os entorpecentes para uso pessoal.
A relação entre os dois, assim como seu histórico criminal, reforça a complexidade das investigações sobre a execução de Gritzbach, que colaborava com a polícia no combate ao PCC. O caso segue em apuração pelas autoridades.
Nesta segunda-feira, a Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de Kauê. Ele foi identificado com a ajuda das imagens de câmeras de segurança do aeroporto. A força-tarefa da Secretaria da Segurança Pública (SSP) estipulou uma recompensa de R$ 50 mil para quem tiver informações sobre o paradeiro dele.
Uma investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) identificou que Kauê teria avisado aos assassinos de Vinícius Gritzbach o momento em que ele se encontrava no saguão do aeroporto. O suspeito teria acionado uma espécie de alarme sonoro de dentro do aeroporto para alertar criminosos que estavam em um carro do lado de fora. O alarme foi localizado no carro usado pelos assassinos.
Gritzbach foi executado no último dia 8 de novembro, na frente de sua namorada e de dezenas de testemunhas, na área de desembarque do Terminal 2 de Cumbica. Foram disparados, ao todo, 29 tiros de fuzil — 10 disparos atingiram a vítima. Ele era jurado de morte pelo PCC e acabara de retornar de uma viagem ao Nordeste, onde permaneceu sete dias com a namorada e seguranças particulares, entre eles um policial militar.
Minutos após a execução, os atiradores embarcaram em um Volkswagen Gol preto e fugiram do local. O carro dá ao menos três voltas no acesso da plataforma de desembarque que seria usada por Gritzbach.
Após o alerta do olheiro, o Gol preto foi deslocado para a frente de um ônibus da Guarda Civil Municipal de Guarulhos, de onde a dupla de atiradores desembarcou.
Até agora, nenhum assassino foi preso e pelo menos 13 policiais são investigados pelo crime: oito militares que faziam a escolta do empresário e cinco policiais civis que foram denunciados por Gritzbach por corrupção em delação.
Com informações do Metrópoles.





