A desidratação da candidatura de Rodrigo Bacellar deflagrou um racha entre os partidos da centro-direita no Rio de Janeiro. Agora, as siglas desse campo político buscam alternativas viáveis para conquistar o eleitorado conservador e se consolidar como oposição ao prefeito Eduardo Paes.
Guedes e Pazuello
Após o deputado Márcio Canella se lançar pré-candidato, o PL, núcleo central do bolsonarismo, resolveu avaliar outros dois nomes de peso: o ex-ministro Paulo Guedes e o general Eduardo Pazuello.
Pesquisas eleitorais serão realizadas nos próximos dias para medir o potencial de ambos. Pazuello nega a pretensão de disputar, mas já afirmou que, se for convocado pelo “capitão”, não se furtará à missão. Guedes, por sua vez, só aceitaria entrar na disputa com o apoio ostensivo de Bolsonaro.
Canella inicia pré-campanha
Na próxima semana, Márcio Canella colocará o pé na estrada para percorrer municípios das regiões Norte e Noroeste Fluminense. A movimentação tem aval do presidente da Federação Progressista, Antônio Rueda, de quem é aliado próximo.
Canella é considerado o principal fiador do projeto de Rueda de se eleger deputado federal e não teria iniciado sua pré-campanha sem o aval do amigo. Ambos atuam em sintonia fina.
União sinaliza que candidatura Bacellar foi arquivada
O União Brasil, partido de Rodrigo Bacellar, ao patrocinar novas candidaturas, dá sinais claros de que a disputa ao governo pelo presidente da Alerj está, na prática, arquivada.
Bacellar, que chegou a assumir interinamente o Palácio Guanabara após a saída de Thiago Pampolha para o TCE, colecionou polêmicas em sua breve gestão. A mais notória foi a demissão do então secretário de Transportes, Washington Reis (MDB), ex-prefeito de Duque de Caxias e aliado histórico de Jair Bolsonaro.
O episódio desgastou sua relação com aliados e gerou desconfiança no núcleo bolsonarista, em especial no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), minando as chances de apoio do PL a uma eventual candidatura de Bacellar em 2026.






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